Ao comando de Dallagnol, procuradores pedem prisão de filho de Lula, Gabriela Hardt nega e ex-presidente diz: “…é mais uma demonstração de pirotecnia de viciados em holofotes”

10/12/2019 0 Por Redação Urbs Magna
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Lula foi às redes sociais criticar a ação de procuradores da Lava Jato que, nesta terça (10) desencadearam operação de busca e apreensão que tinha o objetivo de prender seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva


Para Lula, os procuradores capitaneados por Deltan Dallagnol fizeram mais uma “demonstração de pirotecnia”, remetendo à expressão utilizada durante sua condução coercitiva em 2016, e recorrem a “malabarismos” para perseguir sua família.

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“O espetáculo produzido hoje pela Força Tarefa da Lava Jato é mais uma demonstração da pirotecnia de procuradores viciados em holofotes que, sem responsabilidade, recorrem a malabarismos no esforço de me atingir, perseguindo, ilegalmente, meus filhos e minha família”, tuitou Lula, que será entrevistado pela Fórum nesta quarta-feira (11).

O espetáculo produzido hoje pela Força Tarefa da Lava Jato é mais uma demonstração da pirotecnia de procuradores viciados em holofotes que, sem responsabilidade, recorrem a malabarismos no esforço de me atingir, perseguindo, ilegalmente, meus filhos e minha família.

— Lula (@LulaOficial) December 10, 2019




Prisão
A prisão de Fábio Luís, um dos filhos de Lula, alvo da operação Mapa da Mina, foi pedida pelos procuradores da Lava Jato, mas foi negada pela juíza Gabriela Hardt, de Curitiba.

Segundo a Lava Jato, “havendo suficientes indícios de materialidade e autoria delitiva, presentes os requisitos legais do artigo 1º, incisos I e III, da Lei nº 7.960/89, e visando à coleta de provas adicionais acerca da materialidade dos delitos em tela, representamos pela decretação da prisão temporária de Fábio Luis Lula da Silva, Kalil Bittar e Jonas Leite Suassuna Filho”.

Desdobramento da condução coercitiva
A operação é um desdobramento da 24ª etapa da Lava Jato (Operação Alethéia), em que Lula foi levado a depor através de “condução coercitiva”. A operação se tratou de um espetáculo midiático-policial operado pelo então juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, em 4 de março de 2016.

Na ocasião, o juiz do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, afirmou: “Condução coercitiva? O que é isso? Eu não compreendi. Só se conduz coercitivamente, ou, como se dizia antigamente, debaixo de vara, o cidadão de resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi intimado”.

De acordo com informações obtidas pela Fórum com exclusividade, a PF desta vez foi aos lugares que não haviam ido em 2016, à Gamecorp e à empresa de Kalil Bittar.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), são apurados repasses financeiros suspeitos do grupo Oi/Telemar em favor de empresas do grupo Gamecorp/Gol, controladas por Fábio Luis Lula da Silva, Fernando Bittar, Kalil Bittar e Jonas Suassuna.

As buscas são realizadas em São Paulo, no Rio de Janeiro, na Bahia e no Distrito Federal. A 69ª fase da Operação Lava Jato autorizada pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

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