“Antes da justiça divina, que pague com a justiça dos homens; relatório não será engavetado”, diz Aziz

28/09/2021 0 Por Redação Urbs Magna
“Antes da justiça divina, que pague com a justiça dos homens; relatório não será engavetado”, diz Aziz

Senador Omar Aziz (PSD-AM) – presidente da CPI da Covid – Foto: Divulgação/Senado Federal / O presidente da República Federativa do Brasil, Jair Bolsonaro, em foto de Mauro Pimentel – AFP | Sobreposição de imagens | Aziz publicou artigo no blog do Fausto Macedo, no jornal O Estado de São Paulo, nesta terça (28), onde se mostrou confiante de que o impeachment de Bolsonaro entrará em votação na Câmara dos Deputados a partir do relatório da comissão que preside


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Na fase final da CPI que apura as responsabilidades do governo, o senador afirma que a investigação mostrará que superou “o descrédito de quem apostou que ela acabaria em pizza” com um o relatório final “robusto” que não será “engavetado”, o que indica que o impeachment agora vai

De acordo com o senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid no Senado, a investigação no Senado sobre a atuação do governo de Jair Bolsonaro durante a crise de coronavírus no Brasil supera “o descrédito de quem apostou que ela acabaria em pizza”. Segundo ele, o relatório que será apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, será “robusto” e não será “engavetado”. Isso dá a entender que para os senadores o impeachment agora vai e que “antes da justiça divina”, pagarão “com a justiça dos homens aqueles que são responsáveis pelas mortes que ocorreram no Brasil”.

Aziz publicou uma longa análise no Estadão , na coluna de Fausto Macedo e afirmou no início: “Será robusto e consistente, produzido com técnica e responsabilidade, a ponto de impedir que ele seja engavetado. Há evidências claras de crime contra a vida, crime sanitário, omissão do governo, corrupção, entre outras irregularidades”.

O senador diz que os vários crimes cometidos por Bolsonaro “contribuíram para a morte de milhares de brasileiros, além de provocarem consequências graves na economia, na educação e em toda a sociedade brasileira. (…) comprovamos que o governo do presidente Jair Bolsonaro se recusou a comprar vacinas oferecidas pela Pfizer e pelo Instituto Butantan, preferindo investir em medicamentos sem eficácia comprovada”.

“(…) 90 mil brasileiros” poderiam ter sido salvos “se a compra tivesse sido antecipada pelo governo, todos os idosos teriam sido vacinados até fevereiro, o que poderia ter salvo outras 70 mil vidas”, diz Omar Aziz no texto que acusa o aconselhamento do chamado “gabinete paralelo” do governo Bolsonaro, que promoveu drogas sem eficácia comprovada para o combate à Covid no país, de ter preferido “apostar na politização em detrimento da ciência”.

“Uma tentativa de atingir a imunidade de rebanho também se mostrou desastrosa”, completa o senador. “Bolsonaro (…) levou o país ao pior dos cenários: quase 600 mil mortes, milhares de pessoas com sequelas graves e persistentes, famílias devastadas e a economia em frangalhos, com inflação em alta, desemprego crescente e a queda da renda dos brasileiros”.

O presidente da CPI não poderia deixar de comentar sobre a empresa operadora de saúde Prevent Senior, que em suas palavras no artigo publicado no jornal teve “o crime contra a vida” desvendado após os apavorantes “experimentos em pacientes” – caso que foi qualificado pelo senador como “tão grave quanto o visto em meu Amazonas, onde centenas de pessoas morreram asfixiadas, sem acesso a oxigênio por conta do descasos dos governos federal e estadual”.

De acordo com o ex-governador, “um grupo de juristas dará respaldo ao relatório final, que será entregue nos próximos dias” apontando que “um esquema de corrupção” no Ministério da Saúde “foi acobertado”, além dos “indícios fortíssimos de busca de vantagens na negociação de vacinas” que desembocam na “prevaricação por parte do presidente da República”.

Omar Aziz acredita que “a evidência de que o governo estava negligenciando” o direito do povo à imunização contra a Covid “fez com que a vacinação fosse acelerada, já atingindo mais de 70% dos brasileiros”.

Na última parte do artigo de Omar Aziz no Estadão, o senador afirma que “o segundo papel virá em breve, com o relatório final, que fará com que, antes da justiça divina, que pague com a justiça dos homens aqueles que são responsáveis pelas mortes que ocorreram no Brasil”.

As últimas frases do texto do senador são pragmáticas. Leia abaixo:

“Nosso relatório final será robusto e consistente, produzido com técnica e responsabilidade, a ponto de impedir que ele seja engavetado”.

“Há evidências claras de crime contra a vida, crime sanitário, omissão do governo, corrupção, entre outras irregularidades”.

“Confio nas instituições e na seriedade da Procuradoria-Geral da República para dar o andamento devido ao relatório, sem deixá-lo parado irresponsavelmente em escaninhos ou gavetas metafóricas ou reais”.

“A CPI trouxe o debate público para a população. Os brasileiros passaram a debater o tratamento precoce, a imunidade de rebanho e perceberam que o presidente e seus auxiliares estavam trilhando um caminho errado”.

“Os trabalhos da comissão abriram uma caixa preta e expuseram uma série de absurdos. Além de iluminar o passado e investigar o presente, a CPI vai deixar uma lição para o futuro, para que descalabros como esses nunca mais se repitam”.

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