A Starlink no Brasil, da Space X de Elon Musk, está localizada em região “degradada” de São Paulo

O Foguete Falcon 9, da SpaceX, é lançado com 53 satélites Starlink – Imagem de Joe Skipper/Reuters | Ao lado, o bilionário Elon Musk | Sobreposição de imagens

Com mais de 2.200 satélites em órbita cobrindo todo o planeta, a 35 mil km, a sede da empresa do bilionário fica no centro histórico da capital

De acordo com informação da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a sede da empresa de satélites do bilionário sul-africano Elon Musk, a Starlink Brazil Holding, está localizada em uma área degradada, no centro histórico da capital São Paulo, na rua Líbero Badaró.

O escritório da empresa do homem mais rico do mundo, dono da Space X e da Tesla, na região central “também pode gerar expectativas no mercado imobiliário pela instalação de um escritório em região mais valorizada”.

A empresa possui o direito de exploração ao sistema de satélites não geoestacionários.

Anunciada em novembro do ano passado e autorizada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) no início do ano, o governo anunciou, nesta sexta-feira (20/5), uma parceria com a  SpaceX visando a conectividade onde não há oferta adequada de internet na Amazônia.

O Ministério das Comunicações disse na ocasião que a implementação do programa começaria em 2022. A tecnologia será incorporada ao Wi-Fi Brasil, programa federal voltado para áreas pobres que oferece acesso gratuito à internet em instituições públicas.

A parceria para satélites de baixa órbita não depende de licitação, e pode ser fechada por meio de um processo administrativo na Anatel.

Os valores envolvidos na parceria não foram revelados ainda.

O Starlink é uma divisão da SpaceX, empresa de exploração espacial fundada por Musk em 2002, que se propõe a oferecer internet rápida e de baixa latência para regiões remotas.

Os mais de 2.200 satélites Starlink em atividade cobrem todo o planeta e estão a cerca de 550 km de altitude –um satélite geoestacionário comum orbita a Terra a 35 mil km. A baixa altitude permite que a velocidade de troca de dados entre usuário e satélite (latência) seja menor quando comparada a outros serviços.

Na internet a cabo, as trocas de dados entre provedor e usuário são feitas por terra. Com os satélites, a conexão é feita pelo ar, usando sinais e antenas de alta frequência, como a internet do celular e o aguardado 5G.

De acordo com o Starlink, os usuários podem esperar velocidades de download entre 100 e 200 Mbps, e latência de até 20 ms na maioria dos locais. A qualidade da conexão condiz com os planos de banda larga via fibra óptica oferecidos pelas operadoras nas grandes cidades do Brasil.

Por enquanto, a cobertura no Brasil abrange os estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e parte de Minas Gerais. O serviço chegará “em breve” à região Norte, segundo o mapa disponível no site da empresa.

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