A Era LULA: “Você lembra quando a comida não era cara?”, pergunta o ex-presidente

Argumentos levam à reflexão de que seus governos provocaram a ocorrência reversa da “explosão nos preços de comida e combustíveis” dos dias atuais

Para o Brasil, a explosão nos preços de comida e combustíveis criou um paradoxo: enquanto a população empobrece e reduz o padrão alimentar, as contas públicas melhoraram e o risco fiscal diminuiu com o aumento da arrecadação de impostos gerado por mais receita com exportação de commodities, como grãos e petróleo“, diz texto da matéria da Folha de S. Paulo, compartilhada por LULA, em seu perfil oficial no Twitter.

O ex-presidente, cujos governos teve o programa ‘Fome Zero‘ postou um questionamento: “Você lembra do nome dessa Era quando a comida não era cara?

O programa foi criado no primeiro ano do governo de LULA, em 2003, para o enfrentamento da fome e da miséria no país em suas causas estruturais, geradoras da exclusão social. O ‘Fome Zero‘ visava a garantia da segurança alimentar dos brasileiros.

O site do programa aponta que naquele ano existiam 44 milhões de pessoas ameaçadas pela fome. Por meio de políticas públicas revolucionárias de transferência e distribuição de renda, como o Bolsa Família, os governos petistas retiraram 36 milhões de pessoas da miséria.

No terceiro ano da Era LULA, em 16 de outubro de 2006, no Dia Mundial da Alimentação, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) lançou o Programa América Latina e Caribe sem Fome 2025 que, segundo o representante da entidade no Brasil, José Tubino, foi inspirado no programa brasileiro Fome Zero, adaptado para a realidade de cada país.

2022

Em março, o índice de preços de alimentos da ONU calculado pela FAO (Organização para Alimentação e Agricultura, na sigla em inglês) atingiu 159,3 pontos, batendo recorde anterior, de 1974 (137,4), e pressionado por todos os seus componentes: cereais, carnes, óleos, laticínios e açúcar.

Para André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre), preços elevados na alimentação devem “ficar no radar” por longo período. “Não se trata só de efeitos sazonais. Será muito difícil termos quedas sustentadas nos próximos anos.”

Nenhum dos itens alimentícios no Brasil tem variação em 12 meses abaixo de dois dígitos. Mesmo sem contar commodities como grãos, o conjunto de hortaliças e legumes subiu 46,2% no período, segundo o IPC da FGV.

A estimativa pessoal de Braz para a inflação de alimentos neste ano é de 13%, bem acima dos 7,5% a 8,5% que o mercado prevê para o IPCA, índice oficial geral do IBGE.

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