A elaboração de uma política externa ideológica refratária à China e à Venezuela

18/05/2021 0 Por Redação Urbs Magna

Com este foco, senadores querem usar o depoimento de Ernesto Araújo na CPI da Covid para para mapear a atuação de Eduardo Bolsonaro e Filipe Martins, além confrontar os erros da gestão do ex-chanceler

Após investigações da CPI da Covid chegarem a Carlos Bolsonaro, que foi chamado de “ministro paralelo” por sua influência nas decisões presidenciais, senadores querem, através do depoimento do ex-chanceler Ernesto Araújo, saber também sobre a influência do filho 03 de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, e do assessor internacional da Presidência da República, Filipe Martins, na elaboração de uma política externa ideológica, em particular refratária à China e à Venezuela.

No caso do ’03’, Araújo será questionado por senadores sobre seu papel na viagem que o governo fez a Israel para tratar compra de spray contra covid, além de medir danos provocados na relação com a China depois de suas declarações nas redes sociais de que o país seria o culpado pela pandemia e que pratica espionagem por meio da tecnologia 5G. Sobre o olavista Filipe Martins, os parlamentares querem saber se ele atuou para boicotar a relação com os chineses, em favor dos EUA, diz a matéria de Renato Machado e Raquel Lopes na Folha de S. Paulo.

Além disso, o ex-chanceler será duramente confrontado para explicar “erros de sua gestão” que deixaram o país “à margem do mundo”, como afirmou o senador Otto Alencar (PSD-BA). Membros da comissão vão exigir datas das reuniões de Ernesto com todos os embaixadores e organismos internacionais, na tentativa de mostrar que houve uma relação privilegiada com representantes de algumas nações e um boicote deliberado a outras. A responsabilidade da má relação será jogada ao próprio presidente Jair Bolsonaro, confrontando o chanceler com falas do chefe do Executivo e o impacto na relação.

Três depoimentos nesta semana são considerados de extrema importância pelos membros da Comissão no Senado: o do supracitado, o do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o da atual secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, a “Capitã Cloroquina”.


Siga no Telegram


Siga no Telegram

Comente