A CPI voltou e denunciará Bolsonaro à Corte Internacional por lesa-humanidade, diz Randolfe

02/08/2021 0 Por Redação Urbs Magna
A CPI voltou e denunciará Bolsonaro à Corte Internacional por lesa-humanidade, diz Randolfe

O vice-presidente da comissão afirma que já existem elementos suficientes para responsabilização do chefe do Executivo e que a “segunda fase” vai concluir a investigação sobre corrupção: “Nós estamos procurando os liames entre os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e os demais“.

Em entrevista ao jornal O Globo, publicada na manhã desta segunda-feira (2), o vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) diz que Bolsonaro cometeu crimes e que além da Câmara dos Deputados e da PGR, o caso deve ser encaminhado às Cortes Internacionais por crime de lesa-humanidade. Agora, a comissão quer concluir a fase da investigação sobre a corrupção na pasta da Saúde. Segundo Randolfe, “liames entre os crimes de corrupção ativa, … passiva, tráfico de influência e os demais”, estão sendo buscados a partir da certeza de que Bolsonaro prevaricou. Resta entender os motivos.

De acordo com o senador, os “elementos suficientes” dizem respeito à imunidade de rebanho, utilização dos manauaras como cobaias. A segunda fase terá a “primeira semana abordando o papel das intermediárias que atuaram no Ministério da Saúde, com o coronel Hamilton Gomes, Marcelo Blanco e Airton Cascavel” diz Randolfe. “Na segunda semana, a nossa ideia é avançar para investigarmos a Precisa e a Covaxin”, explica acrescentando que a intenção é “ser mais didático”.

“Até agora, todos os elementos e indícios apontam para a responsabilidade, não para uma responsabilidade, mas para responsabilidades do Presidente da República”, diz o senador. E “não será apenas uma autoridade que será acionada pelo relatório final da CPI”, afirma o vice-presidente explicando depois que o relatório deverá ser exruturado “em três grandes pontos: crime de lesa-humanidade, que vai para o tribunal penal internacional; crimes comuns, que vão para o Ministério Público Federal; e os crimes políticos, que deverão ir para a Câmara dos Deputados”.

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