“A classe média vai A-DO-RAR”, diz jornalista ironizando imposto de Bolsonaro para “dar conta” do Bolsa Família

17/09/2021 0 Por Redação Urbs Magna
“A classe média vai A-DO-RAR”, diz jornalista ironizando imposto de Bolsonaro para “dar conta” do Bolsa Família

O presidente Jair Bolsonaro, em foto de Ed Alves/CB/D.A Press, em 2019, durante cerimônia de assinatura de decreto presidencial para a flexibilização de compra de arma de fogo e munição, no Palácio do Planalto / A jornalista Hildegard Angel em fotografia postada em seu site pessoal | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Hildegard Angel lembra que LULA sempre pagou o benefício para as famílias situadas próximas à linha da pobreza e “nunca precisou arrancar o couro dos brasileiros”. Entenda o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)

A jornalista Hildegard Angel comentou com ironia a decisão do governo federal em aumentar a alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre operações de crédito para empresas e pessoas físicas (entenda mais abaixo).

De acordo com Angel, “a classe média vai A-DO-RAR esse novo imposto pra Bolsonaro dar conta de pagar seu Bolsa Família“.

O aumento será válido a partir da próxima segunda-feira (20) e o dinheiro arrecadado será usado para bancar o Auxílio Brasil, programa proposto pelo governo para substituir o Bolsa Família.

Hilde disse ainda que “Lula sempre pagou e nunca precisou arrancar o couro dos brasileiros“.

A jornalista acrescentou que o programa Auxílio Brasil “foi uma bagunça”. Ela lembrou que teve “até filha de ministro” que “recebeu!

O IOF é um imposto federal pago em todas as movimentações financeiras, como operações de crédito, câmbio, seguro, empréstimos bancários ou operações de títulos e valores mobiliários.

Explicando: as situações em que compras são feitas com cartão de crédito no exterior, bem como quando o consumidor entra no cheque especial, o imposto IOF é cobrado.

Nas compras parceladas sem juros, o IOF não é cobrado. 

O decreto publicado nesta sexta-feira (17) diz que as novas alíquotas diárias do IOF são para pessoas físicas, subirá de 0,0082% (alíquota anual de 3,0%) para 0,01118% (alíquota anual de 4,8%). Nas operações para empresas, a nova taxa será de 0,00559% (alíquota anual de 2,04%), contra 0,0041% (o equivalente a alíquota anual de 1,5%) da atual.

A alteração valerá para o período compreendido entre 20 de setembro a 31 de dezembro de 2021.

A receita de R$ 2,14 bilhões a ser obtida vai ser usada como fonte de compensação pelo aumento de gastos com o Auxílio Brasil.

A nova política precisa entrar em vigor ainda em 2021 para não esbarrar nas limitações da lei eleitoral.

Com a medida de Bolsonaro, os empréstimos ficam encarecidos no momento em que a taxa básica de juros – que serve como parâmetro para os bancos – também está subindo.

Explicando: além de juros maiores, o imposto cobrado sobre as operações também aumentará.

Para entender os números

José Miguel Ribeiro de Oliveira – diretor-executivo da Anefac

Para entender esses números, José Miguel Ribeiro de Oliveira – diretor-executivo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), apresentou duas simulações:

Como é hoje (IOF de 3% ao ano): 12 parcelas mensais de R$ 1.129,56. No total, pagará: R$ 13.554,72;
Como fica (IOF de 4,08%): pagará 12 parcelas de 1.141,41. No total, pagará: R$ 13.696,92.

Como é hoje (IOF de 1,5% ao ano): 12 parcelas mensais de R$ 4.652,76 totalizando R$ 55.833,12;
Como fica (IOF de 2,04%): 12 parcelas mensais de R$ 4.677,51 totalizando o valor de R$ 56.130,12.

Para Oliveira, neste momento a “economia está andando de lado” e, por isso, é muito ruim o governo ter aumentado o imposto por decreto.

Ele explica que as expectativas se deterioram semana a semana, com estimativas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) muito próximas de zero em 2022.

A inadimplência está mais alta e a queda de renda se acentua com inflação acelerada, a taxa básica de juros impacta com altas consecutivas dos juros cobrados nos empréstimos“, afirma.

De um lado, sobe os juros e agora, sobe o imposto. Isso agrava o quadro de consumo, impacta negativamente os financiamentos e dificulta ainda mais qualquer recuperação“, diz.

* Com Agência Estado

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