7 de setembro em Copacabana tem ‘propósito maléfico’, pois Bolsonaro não tem ‘ideia sadia’, diz jornalista

“Um rojão (…) apontado para baixo – pânico, reações armadas, ninguém dirá o que pode vir”, escreve Janio de Freitas

A impossibilidade de uma ideia sadia de Bolsonaro denuncia, por si só, algum propósito maléfico em sua ordem que transfere o desfile de 7 de Setembro para Copacabana, avenida Atlântica. A passagem das tropas, sem a largura usual nesses velhos exibicionismos, será abaixo de um paredão de altos edifícios de onde podem sair muitas coisas. Um rojão, por exemplo, dos usados nos estádios, em mãos bolsonarista e apontado para baixo – pânico, reações armadas, ninguém dirá o que pode vir“, escreve e adverte o jornalista Janio de Freitas, em seu espaço no jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com o colunista, será “impossível prever o que será de Copacabana, se efetivado o plano. Uma dedução, aliás, se oferece: será um lugar onde, morador ou visitante, não se deve estar naquele dia“. Freitas diz ainda que a falta de “ponderação” dos “ministro da Defesa” e “comandantes de Exército, Aeronáutica e Marinha“, além dos “comandos regionais“, demonstra politização “por conveniência de Bolsonaro“, bem como “de se mostrarem engajados” nos “propósitos da localização do desfile e da concentração de bolsonaristas“.

O jornalista argumenta que ocorre uma busca por “um parafuso mal apertado, para dar como prova contra o sistema eleitoral” por parte dos militares, o que causa “embaraço nos comandos com a expressão de classes sociais e setores” a que os os fardados “sempre se associaram, e agora a eles se contrapõem“.

A quase unanimidade dos aderentes à carta da renovada Fiesp tem muito a aprender com seu percurso recente. Não pode obscurecer sua parte na responsabilidade pela entrega do país a um desqualificado absoluto“, escreve Janio de Freitas, sobre Bolsonaro. “Se as assinaturas resultam de descobertas honestas e duradouras, o Brasil amanhã será outro. Se são momentâneas, o Brasil continuará como o país dos que não aprendem. E, sem tardar, o país dos miseráveis“, pontua o jornalista.

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