Thaméa Danelon, procuradora lavajatista e agitadora digital, sugere a Augusto Aras que não cumpra decisão de Toffoli que investiga conluio entre MPF e Receita

16/11/2019 0 Por Redação Urbs Magna
Thaméa Danelon, procuradora lavajatista e agitadora digital,  sugere a Augusto Aras que não cumpra decisão de Toffoli que investiga conluio entre MPF e Receita

Recém promovida a procuradora regional no Rio Grande do Sul, para atuar no notório TRF-4, Danelon está preocupada com o presidente do STF, que quer saber quem são os procuradores que acessaram os dados do Coaf nos últimos três anos. Essas informações são fundamentais na investigação sobre o conluio entre o MPF e a Receita Federal.


Como o escândalo da Vaza Jato tornou público, os procuradores da Lava Jato acessavam o Coaf informalmente para ver se descobriam algo para usar contra os que consideravam adversários nas cortes superiores, inclusive o próprio Toffoli e Gilmar Mendes.


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Também quebravam informalmente o sigilo de outras pessoas que não estavam sendo investigadas, como os seguranças de Lula.

Hoje, no Twitter, ao repercutir uma nota do site de extrema direita O Antagonista sobre a determinação de Toffoli, ela escreveu:

“Ordens manifestamente ilegais não devem ser cumpridas. As leis e Constituição Federal devem.”





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A agitadora digital parece desconhecer que juízes são responsáveis pela interpretação e aplicação da lei.

Não fosse assim, cada um de nós pegaria um porrete e atacaria quem quisesse, com a argumento de que a ação tem base na lei, na interpretação própria que se faz da lei.

Ou deixaria de cumprir uma intimação por entender que o juiz não estaria agindo de acordo com as leis e a Constituição.

Ora, se alguém não concorda com uma decisão, como é o caso de Thaméa, que recorra, mas que não se afronte aquele que age em nome do estado.

Thaméa Danelon é a procuradora que, em conversa com Deltan Dallagnol, confessou que estava trabalhando em parceria com o advogado Modesto Carvalhosa para propor o impeachment de Gilmar Mendes.

Sua manifestação de hoje deve inclusive ser vista no contexto dos preparativos para atos organizados pela extrema direita contra Gilmar Mendes neste domingo.

Thaméa faz dos ataques ao STF — seja seu presidente, sejam ministros que decidem contrariamente às suas expectativas — uma espécie de missão na rede social.

Procuradores assim deveriam deixar seus cargos e disputar eleições. Essa parcialidade não cabe numa instituição tão importante como o Ministério Público.

Não farão isso, já que teriam de deixar seus cargos, que lhe dão exposição e dinheiro, direta e indiretamente, na modalidade de palestras ou outros expedientes ainda menos republicanos.

Como não saem, precisam ser enquadrados.

O Conselho Nacional do Ministério Público precisa agir para que a instituição não seja confundida com gente como Thaméa Danelon e seu amigo Deltan Dallagnol.

PS: A manifestação dela no Twitter também deve ser vista como uma defesa prévia. Ela estaria entre os procuradores que recorreram aos dados do Coaf para fazer investigações informais?

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