Congresso da Bolívia condena golpe e reafirma Evo Morales presidente – golpistas ainda não se consolidaram no poder

14/11/2019 0 Por Redação Urbs Magna
Congresso da Bolívia condena golpe e reafirma Evo Morales presidente – golpistas ainda não se consolidaram no poder

Deputados e senadores na Assembleia Nacional da Bolívia registraram, nesta quinta (14), repúdio do Legislativo ao golpe de Estado onde desconheceram a autoridade de Jeanine Ánez reafirmando legitimidade do mandato de Evo Morales


Depois de empossar o socialista Sergio Choque como novo presidente da Câmara dos Deputados, os deputados e senadores presentes na Assembleia Nacional da Bolívia aprovaram uma determinação em que registraram o repúdio do Poder Legislativo ao golpe de Estado ocorrido no último domingo (10).


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Na mesma ação, os congressistas afirmaram desconhecer a autoridade da senadora Jeanine Ánez como presidente do país. 

Na mesma ação, os congressistas afirmaram desconhecer a autoridade da senadora Jeanine Ánez como presidenta do país.

Na terça-feira (12), ela se autoproclamou ao cargo, afirmando ser a quinta na linha de sucessão, após as seguidas renúncias de Evo Morales (presidente), Álvaro García Linera (vice-presidente), Adriana Salvatierra (presidenta do Senado) e Víctor Borda (presidente da Câmara).





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Vale lembrar que esses quatro foram ameaçados pelos comandantes militares do país, e forçados a renunciar.

Os congressistas que participaram da iniciativa são integrantes do MAS (Movimento ao Socialismo), o partido de Evo Morales.

Eles também afirmaram que não aceitarão as renúncias de Evo e do vice-presidente Álvaro García Linera.

Em entrevista para o canal venezuelano TeleSur, o novo presidente da Câmara, Sergio Choque, afirmou o seguinte:

“As figuram que se alçaram como autoridades após o golpe não têm legitimidade para organizar as eleições, nem para apaziguar o país”.

A declaração dos parlamentares não significa o fim do golpe de Estado na Bolívia, mas também mostra que os golpistas ainda não se consolidaram no poder.

A situação política no país continua dentro de um impasse, que não parece que será resolvido em um curto prazo.

via Revista Fórum

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