Dólar fecha no 2º maior valor da história e Ibovespa cai, devido às tensões entre EUA e China, além do caos na AL

13/11/2019 0 Por Redação Urbs Magna
Dólar fecha no 2º maior valor da história e Ibovespa cai, devido às tensões entre EUA e China, além do caos na AL

O dólar subiu nesta quarta-feira (13) e atingiu o segundo maior valor de fechamento da história. A moeda americana teve uma valorização de 0,48%, para R$ 4,1862 na compra e R$ 4,1869 na venda. O recorde histórico do câmbio é R$ 4,19, cotação atingida em 13 de setembro do ano passado.


Também o Ibovespa revelou aversão a risco no mercado. O principal índice da B3 teve queda de 0,65%, para 106.059 pontos, no menor patamar desde 21 de outubro, quando fechou em 106.022 pontos.


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O volume financeiro negociado foi de R$ 35 bilhões, bem acima da média diária dos últimos dias, em torno de R$ 20 bilhões.

O grande driver de pessimismo da sessão foram as informações da Dow Jones divulgadas à tarde de que a China não quer fixar um compromisso numérico na compra de produtos agrícolas americanos, indo contra o presidente dos EUA, Donald Trump, que disse que o país asiático concordou em comprar até US$ 50 bilhões por ano em soja, carne de porco e outras commodities.





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Além disso, analistas ainda citaram as tensões na América do Sul e a crise entre o presidente Jair Bolsonaro e o PSL como focos de pessimismo.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 avançou cinco pontos-base, para 4,62%, e o DI para janeiro de 2023 subiu dois pontos-base, para 5,73%.

Sobre a guerra comercial, ontem o presidente americano, Donald Trump, frustrou quem esperava por um adiamento nas tarifas à importação de carros europeus e dobrou a aposta no discurso mais agressivo contra a China.

Trump disse que o fechamento da fase 1 de um acordo com os chineses pode ocorrer rapidamente, mas ameaçou o país asiático afirmando que pode elevar ainda mais as tarifas se não se chegar a um consenso. Como resposta, o jornal chinês Global Times publicou que as declarações dos EUA “entediam” e que o governo americano “acredita em uma mentira contada mil vezes”.

Os investidores, especialmente os locados na América Latina, acompanham ainda a onda mundial de protestos, que além de Hong Kong – que hoje viveu o terceiro dia consecutivo de violência –, espalhou-se no Chile, onde uma greve geral está prevista, e na Bolívia, onde a segunda vice do Senado, Jeanine Añez, em uma manobra e sem aval do Congresso, se declarou presidente, falando em convocar eleições “o mais cedo possível”.

Para Gabriel Fonseca, analista da XP Investimentos, a escalada de instabilidade na América Latina afetou a percepção do estrangeiro para a região depois do Chile propor uma nova Constituição. O investidor lá fora, de acordo com o analista, junta isso com a saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL para verificar um balanço de riscos mais negativo.

Bolsonaro oficializou na véspera a sua saída do partido pelo qual foi eleito presidente, anunciando a criação de uma nova legenda, a Aliança pelo Brasil.

“Ainda não existe um temor no mercado de que essa ruptura vai impactar no andamento das reformas, mas é mais uma fonte de incertezas”, diz Gabriel Fonseca.

Entre os indicadores, as vendas no varejo brasileiro cresceram 0,7% em setembro, acima da expectativa mediana dos economistas apurada pelo consenso Bloomberg, que apontava para um avanço de 0,6%. É o quinto resultado positivo consecutivo, período em que o segmento acumulou ganho de 2,4%. Comparado a setembro de 2018, o varejo cresceu 2,1%, sexta taxa positiva seguida.

No Congresso, o debate sobre uma nova Constituinte trouxe divergências entre os presidentes das duas Casas. Rodrigo Maia fez duras críticas à hipótese, que surgiu após sugestão de Davi Alcolumbre, em meio à discussão de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a prisão em segunda instância.

Ainda hoje, Bolsonaro recebeu o líder chinês Xi Jinping, no Palácio do Itamaraty, e assinou nove atos para aprofundar a relação entre os dois países.

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