VÍDEO: Carnaval da Mangueira escracha Bolsonaro em 2020: “Favela, pega a visão/Não tem futuro sem partilha/Nem Messias de arma na mão” – ASSISTA

14/10/2019 1 Por Redação Urbs Magna
VÍDEO: Carnaval da Mangueira escracha Bolsonaro em 2020: “Favela, pega a visão/Não tem futuro sem partilha/Nem Messias de arma na mão” – ASSISTA

A Estação Primeira de Mangueira levará para a Sapucaí uma crítica feroz ao avanço do ultra conservadorismo no Brasil. A letra criada por Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo vai direto ao ponto


A reportagem do portal Uol destaca que “sob o tema “A Verdade Vos Fará Livre”, a verde e rosa pretende mostrar como o cristianismo foi apropriado por um discurso intolerante que nada tem a ver com sua origem.”


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A matéria acrescenta: “além da menção ao presidente, o samba fala ainda dos desempregados, mistura catolicismo a religiões de matriz afro e condena os “profetas da intolerância”.”

Não é apenas a Mangueira, no entanto, que denunciará a regressão social encarnada em Bolsonaro na Avenida. A Portela também vai levantar temas da degradação social promovida pelo presidente.

Em enredo que defende a resistência dos povos indígenas, a Portela vai desfilar com uma composição cuja letra diz: “Índio pede paz mas é de guerra/ Nossa aldeia é sem partido ou facção/Não tem bispo e nem se curva a capitão”. O tema foi definido na última sexta (11).”

Leia o enrêdo na íntegra e assista ao vídeo logo após:

Mangueira / Samba que o samba é uma reza / Se alguém por acaso despreza / Teme a força que ele tem
Mangueira / Vão te inventar mil pecados / Mas eu estou do seu lado / E do lado do samba também
Eu sou da Estação Primeira de Nazaré / Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher / Moleque pelintra do Buraco Quente / Meu nome é Jesus da Gente
Nasci de peito aberto, de punho cerrado / Meu pai carpinteiro desempregado / Minha mãe é Maria das Dores Brasil / Enxugo o suor de quem desce e sobe ladeira
Me encontro no amor que não encontra fronteira / Procura por mim nas fileiras contra a opressão / E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão
Eu tô que tô dependurado / Em cordéis e corcovados / Mas será que todo povo entendeu o meu recado? / Porque de novo cravejaram o meu corpo
Os profetas da intolerância / Sem saber que a esperança / Brilha mais que a escuridão / Favela, pega a visão
Não tem futuro sem partilha / Nem Messias de arma na mão / Favela, pega a visão / Eu faço fé na minha gente
Que é semente do seu chão / Do céu deu pra ouvir / O desabafo sincopado da cidade / Quarei tambor, da cruz fiz esplendor
E num domingo verde-e-rosa / Ressurgi pro cordão da liberdade

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