‘Inteligência artificial fez um burro chegar à presidência da República’, diz secretário da CSI

09/10/2019 1 Por Redação Urbs Magna
‘Inteligência artificial fez um burro chegar à presidência da República’, diz secretário da CSI

Víctor Báez, da Confederação Sindical Internacional (CSI), critica o mau uso das tecnologias. Congresso da CUT debate integração internacional para enfrentar a “uberização” do trabalho


Da Rede Brasil Atual – A luta dos brasileiros em defesa da democracia e a resistência à prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem ser encaradas como batalhas globais pelo reequilíbrio na correlação de forças no mundo do trabalho. O papel do mau uso das tecnologias pelo empresariado e as granes corporações e novas formas de organização dos sindicatos para que possam atingir os novos trabalhadores surgidos da precarização das relações profissionais estivaram no centro dos debates que antecedem, nesta segunda-feira (7), a abertura do 13º Congresso Nacional da CUT, em Praia Grande, litoral de São Paulo.


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Dezenas de representantes sindicais da América Latina, África, Ásia e Europa participam do evento na manhã de hoje. O sindicalista paraguaio Víctor Báez, secretário-geral adjunto da Confederação Sindical Internacional (CSI), ao mencionar o maus uso das novas tecnologias pelo empresariado, citou de maneira ácida os impactos da inteligência artificial na eleição brasileira: “A inteligência artificial é uma ferramenta que fez um burro chegar a presidência da República”, disse, referindo-se a Jair Bolsonaro. A CSI reúne entidades sindicais que representam 175 milhões de trabalhadores em 155 países.


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“A inteligência artificial está nos fazendo acreditar que para ser embaixador do Brasil é preciso saber fritar hambúrguer”, disse o dirigente, numa crítica a indicação de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente , à embaixada brasileira nos Estados Unidos. Báez faz uma alusão ao papel da indústria de fake news disseminadas a partir de redes sociais como Facebook (nos Estados Unidos e Grá-Bretanha) e WhatsApp (Brasil), tendo como alicerces os perfis psicológicos do eleitorado usuário dessas redes, construídos a partir de ferramentas tecnológicas de monitoramento de comportamentos.

O ex-banqueiro e executivo de mídia norte-americano Steve Bannon, estrategista da campanha de Donald Trump e tido como uma dos disseminadores do neofascismo pelo mundo, foi um dos ideólogos colaboradores do uso do chamado big data nas eleições brasileiras.

“Não basta apenas olharmos para as novas tecnologias mas sim, unir a classe trabalhadora do Chile, Argentina, Uruguai e Brasil. Precisamos de Lula Livre para lutarmos pelo fortalecimento de toda a democracia na América Latina . E para isso, é preciso fazer uma greve continental que nos permita mostrar a força dos trabalhadores”
Bárbara Figueroa, presidenta da CUT do Chile.

A vice-presidenta da CUT, Carmen Foro, observou que o mundo caminhando para mais retrocessos aos direitos da classe trabalhadora, e que os planos do governo Bolsonaro de destruição do sindicalismo brasileiro e os direitos sociais e trabalhistas devem chama a atenção do mundo e atraem a solidariedade internacional. “Precisamos da amizade que construímos ao longo da história da CUT com as organizações internacionais que compreendem o momento que passamos sob um governo de extrema-direita que tira direitos dos trabalhadores, ataca os jovens, as mulheres e os indígenas”, afirmou Carmen.

via Brasil 247

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