Bolsonaro diz que recebeu carta de “vizinho de cela” de Adélio com nome do mandante da facada

08/10/2019 2 Por Redação Urbs Magna
Bolsonaro diz que recebeu carta de “vizinho de cela” de Adélio com nome do mandante da facada

“Eu não quero falar o nome do cara porque podem vir me questionar, vão falar que eu que forjei essa carta para criticar o João da Silva de tal partido”, disse o presidente, em vídeo publicado nas redes sociais


Em vídeo publicado nas redes sociais no domingo (6), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou ter recebido uma carta de um vizinho de cela de Adélio Bispo, autor da facada que o o golpeou em 2018, indicando o possível mandante do atentado contra ele. Bolsonaro disse que a carta chegou às suas mãos e que ele passou o documento “às autoridades competentes”.


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“Chegou ao meu conhecimento uma correspondência do vizinho de cela contando por alto quem poderia ser o mandante do crime. Eu não quero falar o nome do cara porque podem vir me questionar, vão falar que eu que forjei essa carta para criticar o João da Silva de tal partido”, disse o presidente.

Posteriormente, Bolsonaro diz ao ministro que pode vazar o documento, mas logo volta atrás para não colocar em risco a vida do autor da carta.


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“Se quiser vazar a carta pode vazar (inaudível) vocês pegaram essa carta. Agora, qual o problema ali? Se não pode publicar a carta, pelo trecho, pela letra, alguém pode chegar no vizinho e matar o vizinho. Acho que é bom… não vaza não, pode dar problema pro vizinho”, continuou.

Mandantes

Não é a primeira vez que Jair Bolsonaro fala de possíveis mandantes de Adélio. No dia 16 de setembro, o presidente pediu para que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) seja “decisivo” na investigação de tais “mandantes”. Em diversas ocasiões, Bolsonaro buscou ligar Adélio Bispo ao PSOL, partido do seu principal desafeto político.

“O material apreendido pela PF no endereço de um dos advogados do esfaqueador ainda não foi periciado por decisão liminar concedida para OAB. Sete desembargadores decidirão a questão”, disse o presidente. “Não desejamos descobrir o conteúdo da defesa, mas elucidar o crime, como vítima e por questão de segurança nacional”, completou.

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