Bolsonaro “nacionalista”….dos EUA

11/09/2019 1 Por Redação Urbs Magna
Bolsonaro “nacionalista”….dos EUA

Um texto viral sobre os reais interesses do Governo Bolsonarista na questão do ambientalismo, associado às riquezas brasileiras infinitas

por Laura Gontijo

As queimadas na Amazônia provocadas por ruralistas, no que ficou conhecido como “Dia do Fogo”, gerou uma intensa polêmica e um conflito diplomático.

Primeiro, o governo fascista de Bolsonaro afirmava que sequer existiam essas queimadas, depois o governo jogou a responsabilidade sobre organizações não governamentais que atuam na região e depois a situação evoluiu para um conflito diplomático entre o presidente francês Emmanuel Macron e a presidenta alemã Angela Merkel.

Emmanuel Macron, às vésperas da reunião do G7 na França que discutiu o tema, declarou: “nossa casa está queimando”, em referência à Amazônia e na reunião sugeriu a criação de um estatuto internacional para a Amazônia. Afirmou ainda que o governo brasileiro estaria mentindo quando assumiu compromissos de preservação ambiental durante a Cúpula do G20. O presidente francês ameaçou não ratificar o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul nas condições atuais, para torná-lo mais favorável para a França, prejudicando o Brasil.

Bolsonaro reagiu dizendo que se tratava de uma ameaça à soberania nacional, o que de fato é. O presidente francês ainda ameaçou não ratificar o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul nas condições atuais, no sentido de derrubar preços dos produtos agrícolas e prejudicar o Brasil.
O G7 aprovou a destinação de recursos para a região para combater os incêndios e promover ações de “reflorestamento”. “Respeitando a soberania, nós devemos ter um objetivo de reflorestamento”, afirmou Macron.

A polêmica desnorteou setores da esquerda, que passaram a defender uma intervenção do imperialismo francês para “salvar a Amazônia”, já que Bolsonaro minimizou os incêndios e há denúncias de que sabia que haveria o “Dia do Fogo”. Mesmo que Bolsonaro seja um criminoso, fascista e tudo que há de pior na política brasileira não podemos apoiar nem pedir qualquer intervenção do imperialismo no Brasil. Isso é um completo absurdo.

Chamar o imperialismo francês ou qualquer que seja para intervir na Amazônia é entregar quase metade do território nacional para se transformar numa colônia diretamente controlada pelos bancos estrangeiros, principais responsáveis pela destruição do mundo, pelo massacre de centenas de milhões de pessoas.

Alguns pensam que isso seria se alinhar ao governo Bolsonaro. O que é errado, já que Bolsonaro entra em conflito com França e Alemanha, para garantir que a Amazônia seja apenas dos Estados Unidos. Bolsonaro há muito vem dizendo por todos os cantos de que a “Amazônia não é mais nossa”, principalmente após suas várias idas aos EUA. Bolsonaro já bateu continência, inclusive, para a bandeira norte-americana.
Nesse sentido, defender a Amazônia, defender a soberania nacional, passa inevitavelmente pela derrubada de Bolsonaro. Não com a ajuda dos inimigos dos trabalhadores, ou seja, do imperialismo, mas uma derrubada pelos trabalhadores brasileiros. Bolsonaro e a Amazônia é problema nosso! É preciso derrubá-lo para impedir que o imperialismo controle a Amazônia.

via apoia.se/jornalohomemlivre

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