Bolsonaro do Zorra Total queima madeiras da Amazônia para o churrasco

01/09/2019 0 Por Redação Urbs Magna
Bolsonaro do Zorra Total queima madeiras da Amazônia para o churrasco

Notabilizado como único programa de dramaturgia permanente (e não de temporada) disposto a satirizar o noticiário da semana, o Zorra vem aproveitando o largo repertório político atual com sabedoria

Na edição deste sábado (31/08), uma paródia de Sai de Baixo leva o Jair Bolsonaro do programa, personagem encarnado por Fernando Caruso, ao cenário de Caco Antibes, com trilha sonora do antigo humoristico. É o programa “Bolsonaro Ladeira Abaixo”.


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Ele entra em cena sob os conhecidos aplausos do velho programa e os acordes de Caçulinha ao piano. Anuncia então que vai aproveitar o domingo para fazer um churrasco para os líderes mundiais. Michele (Dani Calabresa) então avisa que os vizinhos estão reclamando da fumaça, mas Jair, entusiasmado, fala que vai queimar mogno da Amazônia, Jequitibá da Amazônia (“isso é bom demais, queima que é uma beleza”), jacarandá da Amazônia e o “nosso pau-brasil”. Jair sugere a Michele que ponham a culpa nas Ongs. Sergio Moro (Antonio Fragoso) aparece vestido de Super Homem trazendo nas mãos um envelope, “o pacote anticrime”. A edição reveza imagens inéditas do palco com gargalhadas reais do Sai de Baixo. O público Só não ri quando o Jair do Zorra tenta fazer piada com “a mulher do Macron”, repercutindo o infeliz comentário do Jair de verdade, feito em rede social, no início da semana passada. Jair do humor então acusou a platéia de esquerdista.

Carluxo, o filho expert em redes sociais da Vida real, é parodiado por uma versão de Tonho da Lua, personagem de Marcos Frota em “Mulheres de Areia”. As paródias políticas não ocupam mais que 10% de cada edição, mas, em geral, são o conteúdo que mais repercute nas redes sociais e, não por acaso, costumam abrir o programa, aproveitando a boa audiência herdada da novela das nove. E o nosso Saturday Night Live, versão de um clássico da TV americana, em que todo presidente da Casa Branca é merecedor de um bom intérprete (lá, Alec Baldwin irrita sobremaneira o Trump de verdade) e os musicais são bem trabalhados na ironia, como acontece no Zorra e, com mais frequência, nas temporadas do Tá no Ar: a TV na TV, programa encerrado este ano. No contexto atual, em que o presidente de verdade tem menos disposção para críticas do que seus antecessores (de José Sarney a Michel Temer), ameaçando os veículos com a redução de verbas publicitárias do governo, o humor da Globo, sob o comando de Marcius Melhem, é um oásis na televisão aberta.

via Telepadi Folha Uol


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