MORO MENTIROSO: Telegram desmente ex-juiz sobre ‘apagamento automático’ das mensagens

19 19-03:00 junho 19-03:00 2019 0 Por Redação Urbs Magna
MORO MENTIROSO: Telegram desmente ex-juiz sobre ‘apagamento automático’ das mensagens

Telegram afirma que contas inativas do aplicativo são destruídas após seis meses e desmente Sergio Moro, que disse no Senado que apagou sua conta em 2017

Após uma nova reportagem com vazamento de conversas ser publicada pelo site The Intercept Brasil na noite de terça-feira (18), o Telegram, aplicativo de mensagens online, fez um post em seu perfil brasileiro no Twitter explicando como funciona a exclusão de contas na plataforma.

Reprodução Twitter

“Por padrão, se você não ficar online no Telegram, em 6 meses a sua conta é destruída automaticamente. Você pode alterar o período exato nas Configurações (de 1 mês a no máximo 1 ano).”

Mesmo sem citar nomes, a mensagem foi publicada em meio a uma série de reportagens divulgadas pelo Intercept, que expõe mensagens atribuídas ao ex-juiz da Lava-Jato e atual ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, e o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol.

Nas supostas conversas divulgadas na terça, Moro teria recomendado ao Ministério Público Federal (MPF) não “melindrar” o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, “cujo apoio é importante”.

Nesta quarta (19), o ministro presta esclarecimentos sobre os diálogos à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O ministro afirmou que saiu da plataforma quando começou a desconfiar da segurança do aplicativo depois da divulgação de matérias sobre ataques hackers nas eleições dos Estados Unidos.

— Hoje não tenho controle do meu Telegram, está lá com o hacker — disse, sorrindo, ao responder o senador Marcos Rogério (DEM-RO).

Anteriormente, na divulgação da primeira reportagem com os vazamentos, Moro teria afirmado que deixou de usar o Telegram em 2017, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

O Intercept, contudo, afirma que as conversas que recebeu, de uma fonte anônima, vão de 2015 a 2018.

Ainda nesta terça, a Polícia Federal (PF) afirmou que tem elementos que provam que um hacker tentou se passar por Moro e enviou mensagens para terceiros no dia 4 de junho. A mensagem teria sido encaminhada a um funcionário do próprio gabinete do ministro.

via Gaúcha ZH

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