Sergio Moro vai apanhar duro na CCJ do Senado, por conta da Vaza Jato

18/06/2019 1 Por Redação Urbs Magna
Sergio Moro vai apanhar duro na CCJ do Senado, por conta da Vaza Jato

Moro enfrentará ambiente hostil em audiência no Senado – Dos 54 deputados que integram a CCJ, 23 devem bater duro no ex-juíz

O ministro Sergio Moro, da Justiça, deve enfrentar ambiente hostil na audiência da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, na quarta-feira (19). Dos 54 parlamentares que a integram, 23 devem bater duro no ex-juiz. E 8 estariam dispostos a defendê-lo de forma enfática.

escândalo das mensagens apenas aprofundou, segundo senadores, uma resistência a Moro que já estava consolidada no Senado.

“Se Jair Bolsonaro indicar o nome de Moro para ser ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), assistiremos a algo inédito: a rejeição, no Senado, de um candidato do presidente à corte”, diz o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que sempre foi um apoiador da Lava Jato.

Depois de gravar entrevista com o apresentador Ratinho, do SBT, Moro almoçou com Íris Abravanel, mulher de Silvio Santos, na segunda (17). Ela é fã do ministro. 

E Moro foi convidado pelo deputado Marco Feliciano (Pode-SP) para participar da Marcha Para Jesus, na quinta (20), em SP. É o maior evento evangélico do Brasil –em 2018, a marcha reuniu 1,5 milhão de pessoas.

Bolsonaro já confirmou participação na marcha, segundo os organizadores.

E a bancada evangélica defende que Bolsonaro nomeie alguém do grupo para comandar a Secretaria-Geral da Presidência –caso, como esperado, o general Floriano Peixoto deixe o cargo.

Feliciano seria o nome natural —é da bancada, está próximo de Bolsonaro, é amigo de Olavo de Carvalho, guru do presidente, não faz sombra para Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, e se dá bem com Fabio Wajngarten, da Secom (Secretaria de Comunicação).

Um outro nome que passou a circular para assumir a articulação política é o de Rogério Marinho, secretário especial da reforma da Previdência e braço direito do ministro Paulo Guedes, da Economia. Depois da reforma, ele passaria a trabalhar no palácio, como articulador de outros temas.

via Mônica Bergamo para a Folha de São Paulo

Anúncios