Material ainda não revelado reforça interferência de Moro, diz Greenwald

11 11-03:00 junho 11-03:00 2019 0 Por Redação Urbs Magna
Material ainda não revelado reforça interferência de Moro, diz Greenwald

Um dos autores da série de reportagens iniciada pelo site The Intercept Brasil, que mostra como trocas de mensagens entre o então juiz federal Sergio Moro e a força-tarefa da Lava Jato podem ter ditado os rumos das eleições no país, o jornalista norte-americano Glenn Greenwald disse que ainda possui um grande volume de dados não publicados que reforçam, na opinião dele, a atuação indevida do ex-magistrado para influenciar em prisões e guiar a opinião pública.

Greenwald –que também é um dos fundadores do site– diz que o volume de material obtido por ele neste caso supera o da principal reportagem de sua carreira, que comprovou, em parceria com o ex-agente da CIA e da NSA Edward Snowden, no ano de 2013, o monitoramento indevido de informações privadas em massa pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos.
Àquela altura, o banco de dados analisado era o maior já obtido por uma investigação jornalística. As reportagens publicadas no jornal britânico The Guardian deram a ele o Prêmio Pulitzer de Jornalismo e fama mundial.

Cauteloso ao falar sobre as próximas revelações, o jornalista diz já ter uma certeza: “Moro era um chefe da força-tarefa, que criou estratégias para botar Lula e outras pessoas na prisão, se comportando quase como um procurador, não como juiz”.

Casado com o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ), Greenwald –que adotou o Rio de Janeiro desde 2005, quando conheceu Miranda– se vê às voltas com uma nova onda de ataques homofóbicos e acusações nas redes sociais sobre um suposto partidarismo na publicação das reportagens. “Dizem que eu e meu marido somos de esquerda, mas nem Moro, nem a Lava Jato, dizem que os argumentos [das reportagens] são falsos”, resume.

Em relação ao fato de as reportagens terem sido veiculadas sem que os citados fossem ouvidos previamente, o jornalista defende a legitimidade das matérias, que na avaliação dele poderiam ter sua publicação barradas na Justiça.

via UOL

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