Bolsonaro mentiu 82 vezes em 68 dias de governo. Isso dá 1,2 por dia. Faltam 1.692 mentiras para 2022

24/03/2019 1 Por Redação Urbs Magna
Bolsonaro mentiu 82 vezes em 68 dias de governo. Isso dá 1,2 por dia. Faltam 1.692 mentiras para 2022

REALMENTE, UM MITO, MITÔMANO
O que é a verdade? “Eu sou a verdade”… Dito por Jesus, Marx e Mao, mais ou menos nessa ordem. A verdade não está, ela é. Alguém é a verdade quando oferece ao mundo, uma forma de agir e pensar toda única.

Mas a verdade pode ser ou não factual. Lemos livros. Bentinho era corno? Não. Machado de Assis não era jornalista, mas um romancista numa época literária chamada realismo. Seus contos e romances estão o mais perto possível da realidade factual porque simplesmente não idealiza, não mitifica. Jesus existiu? Buda existiu? Os túmulos que aparecem são dele mesmo? Os Evangelhos foram escritos com base em alguém de carne e osso? Num mundo líquido, nem o William Shakespeare se salvou.

Um livro científico diz a verdade. Um astronauta se distancia do planeta o suficiente pra ver que ela não é um disco, mas uma bola abaulada nos polos. Um livro científico diz a verdade, mas vem outra visão, outra forma de ver o mundo e mostra que aquela verdade não era mentira, mas…que não era bem assim.

Um jornalista junto a um câmera man registram um fato. Aquele registro não será nada se não houver um texto ou uma headline que seja para dar sentido e significado ao fato. Fora isto, tudo é discurso. A Ditadura Militar não existiu e o General Ustra foi um herói na visão de alguns e algum que é hoje, presidente.

Falando nele, realmente, um mito. 82 declarações falsas em 68 dias de governo. 1,2 mentira por dia, no mínimo. O que tem de ruim nisto? A neurociência diz que mentimos, no mínimo, três vezes ao dia, trocando ou omitindo fatos sobre A ou B. A questão é que as mentiras ditas pelo tal são formadoras de opinião. Vem junto com a autoridade que lhe foi outorgada e aí sim, perigosa e tendenciosa. Se são 82 em 68 dias, o que dirá quando terminarem os 4 anos de mandato.

A mitomania é uma doença, uma comorbidade da esquizofrenia. O mitômano é um mentiroso compulsivo. Às vezes por aceitação social, outras por proteção do ego. Mentir não é só se safar de uma situação, mas controlá-la. O pior do mitômano não é nem a mentira, porque na maioria das vezes ele mente sobre si mesmo, mas é o fato de que ele ACREDITA na própria mentira. Em seu cérebro, ele tem certeza de que tudo aquilo por ele narrado, é a mais pura verdade. O mitômano deve ser tratado com uma boa terapia. Aceitar-se e ter consciência de suas próprias limitações é um bom começo.

O ser em questão, por ser autoridade máxima, possui um agravante: sabe que não é aceito, que caiu 10 pontos percentuais nas pesquisas de aceitação do seu governo e também sabe que afirmar categoricamente sobre a in verossimilidade de quem encomendou a pesquisa, isto está pra lá de manjado e ninguém mais compra a ideia. Ou seja, para continuar mentindo, ele precisa descredibilizar quem o confronta e isto é dar tiro no pé, pois não se mexe com a imprensa.

O cerco vem se fechando. Não se tem mais esperança na tão propagandeada mudança que viria; sabe-se que faz uma coisa atrás da outra que não traz benefício à população, mas a pequenos conglomerados que o apoiaram economicamente nas eleições; e, por fim, não tem mais o apoio da maioria dos seus eleitores. Em menos de 100 dias.

A mentira tem perna curta? Não sei, mas podemos reinventar a pergunta:

“A mentira sustentaria um longo mandato?”

Pensem sobre. É pra isto que serve o lobo frontal, a parte do cérebro onde fica a testa.

Dino Barsa para o Et Urbs Magna via Facebook

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