TRUMP põe a COLEIRA em BOLSONARO, aponta o chargista AROEIRA

20 20-03:00 março 20-03:00 2019 0 Por Redação Urbs Magna
TRUMP põe a COLEIRA em BOLSONARO, aponta o chargista AROEIRA

O chargista Aroeira retrata o momento mais baixo da história do Brasil, em que Jair Bolsonaro ofereceu o Brasil de bandeja aos Estados Unidos, a troco de nada. Uma viagem que ficará na História como marco servil, quando o país de Bolsonaro consolidou sua condição de vira-lata do país de Trump. Leia ainda o artigo de Gilvandro Filho, Jornalista pela Democracia:

A viagem do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, que começou ontem com um jantar folclórico e termina hoje com uma cerimônia de beija-mão do presidente Donald Trump, deixa patente algumas verdades sobre as quais já havia um comboio de indícios. Da condição de terreiro do país-irmão que o Brasil de Bolsonaro assume de maneira escancarada ao inacreditável périplo realizado ao prédio da CIA pelo presidente brasileiro, com alguns auxiliares e um dos “primeiros-filhos”, tudo foi muito elucidativo.

O que se vê não somente mata de vergonha pela breguice, como serve de alerta do que pode vir por aí. Porque, em termos de submissão, os caras estão dispostos a tudo.No campo do inimaginável, a visita à CIA é um daqueles episódios que só a ausência total do senso de ridículo pode justificar. Fora de agenda? Não parece crível. Pelo que pensam Bolsonaro e seus filhos, uma esticada ao maior centro de disseminação do terrorismo de Estado do planeta não pode ser tachada propriamente de visita-surpresa, mas de aproveitamento de oportunidade. Iam perder essa?

O Brasil tem na presidência da República um agente de segurança. É disso que ele gosta e é disso que ele vive. É natural que ele corra para a Central de Inteligência dos EUA com o mesmo frenesi com que alguém que adora cultura corra para o Louvre. Ou um como estrangeiro amante de futebol, que vem ao Brasil e sai voando para o Maracanã. Ou um católico que vai à Itália e, antes de comer a primeira pizza, já está visitando o Vaticano. Cada qual com o seu cada qual. O de Bolsonaro é esse.

O anúncio da liberação do visto de entrada no Brasil para os americanos e, de lambuja, para japoneses, canadenses e australianos, é outro episódio, digamos, peculiar em sabujice. Retrata uma política externa tonta feito uma barata idem. Calcada pura e simplesmente na “desesquerdização” do Itamarati, tendo à frente o “olavete” (by Olavo de Carvalho) Ernesto Araújo, essa política (se pode ser assim chamada) tem por base a coadjuvação em relação aos Estados Unidos e a Israel. O que vale, claro, ser contra qualquer inimigo dos americanos, como é o caso da Venezuela.

A liberação do visto, concretizada por um decreto assinado de imediato por Bolsonaro, joga no ralo o princípio da reciprocidade, elemento basilar de qualquer política externa. Serviu de pano de fundo para os Estados unidos esclarecerem que, do lado de lá, os brasileiros continuarão não apenas tendo de apresentar visto, como, a depender da paranoia do dia, terem até que tirar sapatos para passar na alfândega. Resta saber como é que se diz “comigo não, violão” em inglês.

A parte burlesca da viagem foi o rega-bofe oferecido a Steve Bannon, o sujeito que tornou exemplo cívico a propaganda suja e criminosa para derrotar inimigos eleitorais. Apesar de Bannon, a estrela da noite foi o “filósofo” Olavo de Carvalho que recebeu loas de todos os setores do bolsonarismo. Todo mundo fez questão agradar ao “guru” do governo, do ministro da Justiça, o juiz de primeira instância Sérgio Moro, ao general Augusto Heleno, tido como detentor da mais alta patente política entre os militares que pululam o primeiro escalão.

É que Olavo De Carvalho tem criticado bastante setores do governo, sobretudo o vice general Hamilton Mourão que, a julgar pela idolatria geral para com o “guru”, está com o prestígio em baixa no governo. Tão em baixa que, embora seja ele o presidente em exercício, Bolsonaro deixou em Brasília o filho vereador pelo RJ, Carlos (o “Carlucho”, cuidando da agenda política. Pense numa confiança…

Entrega da base aérea de Alcântara, no Maranhão, foi outro item lamentável desse cardápio indigesto que marcou a primeira viagem do governo brasileiro à matriz norte-americana. Um sonho de consumo político e militar que os Estados Unidos tentaram tornar realidade, em vão, durante décadas. Não conseguiram graças ao juízo dos governos anteriores. Até que chegou ao poder um grupo que tem por princípio o ato de se desfazer de qualquer patrimônio nacional. No caso de Alcântara, de soberania e mínima independência.

Hoje tem o encontro de Bolsonaro com o patrão. E esta será uma viagem que ficará na História como marco servil, quando o país de Bolsonaro consolidou sua condição de vira-lata do país de Trump.

Dino Barsa para o Et Urbs Magna via Brasil 247 / Aroeira

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