Morre Alfredinho do Bip Bip. Velório sem corpo presente teve muito samba e poucos sorrisos – Assista e conheça a história do homem e do bar mais icônico de Copacabana

3 03-03:00 março 03-03:00 2019 0 Por Redação Urbs Magna
Morre Alfredinho do Bip Bip. Velório sem corpo presente teve muito samba e poucos sorrisos – Assista e conheça a história do homem e do bar mais icônico de Copacabana

Em pleno sábado de Carnaval, a boemia carioca perdeu uma de suas figuras mais icônicas. O símbolo da resistência em Copacabana, Alfredinho do Bip Bip, um bar que fundou no auge da Ditadura. Alfredo Jacinto Melo, mais conhecido como Alfredinho do Bip Bip,  morreu neste sábado (2), os 75 anos, em casa, enquanto dormia.

Reconhecido pela sua militância em favor da arte popular, ele comandava o bar fundado no auge da ditadura militar e que se manteve como palco de resistência política até hoje.
O local é um ponto de encontro tradicional da boemia e da esquerda carioca.

Fundado em 1968, em 13 de dezembro, dia da decretação do AI-5, o Bip Bip foi reduto não apenas do samba, como da esquerda carioca. No início do ano passado, Alfredinho se envolveu em polêmica com um policial rodoviário federal ao pedir um minuto de silêncio em homenagem à morte de Marielle. O MPF (Ministério Público Federal) abriu investigação para apurar conduta ilegal do policial, mas o caso ainda não teve conclusão.

O tradicional reduto do samba carioca, o Bip Bip, histórico bar de Copacabana, na Zona Sul do Rio, será palco do velório. O gurufim está marcado para começar às 8h desta segunda-feira (4) de carnaval, com previsão de término às 15h. O enterro será no mesmo dia, às 16h, no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

Na noite deste sábado (2), o Bip Bip lotou. Amigos e frequentadores do bar não hesitaram em homenagear o amigo com aquilo que ele mais gostava: samba. Faltavam sorrisos nos rostos de quem lá estava cantando canções de saudade. Para uns, poderia ser a roda de samba mais triste que já se viu. Para outros, o velório sem corpo presente mais animado que Copacabana registrou nos últimos tempos.

Sistemático, exigia respeito aos músicos e impunha regra para o público acompanhar a cantoria do pequeno bar, localizado na Rua Almirante Gonçalves.

Solteiro e sem filhos, Alfredinho faleceu entre 14h e 16h no apartamento onde morava, segundo informações G1. Neném, como era carinhosamente chamado pelos mais íntimos, já estava com a saúde debilitada e enfrentava complicações na tireoide nos últimos tempos.

Nas redes sociais, frequentadores do bar lamentaram a morte de um dos principais ícones cariocas.

ASSISTA ao BIP BIP com ALFREDINHO:

Dino Barsa para o Et Urbs Magna via Revista Fórum, YouTube e Blog do Esmael

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