Com medo da China e da Rússia, Bolsonaro agora não quer saber de golpe na Venezuela – ENTENDA

16 16-03:00 fevereiro 16-03:00 2019 3 Por Redação Urbs Magna
Com medo da China e da Rússia, Bolsonaro agora não quer saber de golpe na Venezuela – ENTENDA

Rápido em rejeitar Maduro, Brasil agora pisa leve na Venezuela – Jair Bolsonaro não é fã do chavista, mas tem sido limitado por interesses econômicos e pela tradição brasileira de não-intervenção

O Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer o presidente da Assembleia Nacional apoiado pelos EUA, Juan Guaidó, como o líder legítimo da Venezuela, mas é improvável que aumente a pressão para ajudar a derrubar Nicolás Maduro.

O presidente Jair Bolsonaro não é fã do chavista, mas tem sido limitado por interesses econômicos e por uma longa tradição brasileira de não-intervenção em outros países. Isso significa que dificilmente seu governo oferecerá algo além da ajuda humanitária ou das palavras de apoio a Guaidó.

Um exemplo da extrema dependência da Venezuela é o caso de Roraima, cujo abastecimento de energia é feito pela hidreletricidade de Guri, do país vizinho. Apesar de o Brasil ter capacidade termoelétrica para abastecer aquele estado, o custo é muito mais alto – um adicional de R$ 684 milhões por ano, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica.

“É difícil para o Brasil neste momento, especialmente devido a problemas orçamentários, desconsiderar a energia que vem da usina hidrelétrica de Guri”, disse o vice-presidente Hamilton Mourão, em entrevista à Bloomberg, em seu gabinete, na última quinta-feira.

Há também cautela do governo com relação a um potencial confronto com a China, que junto com a Rússia apoia o governo de Maduro. A China não é só um grande investidor na infraestrutura de energia e logística do Brasil, mas também o maior cliente de commodities, de soja e minério de ferro a açúcar e café.
“Como o Brasil está em situação bastante difícil e esta grande dependência de commodities facilita ser retaliado, isso tira muito dessa capacidade brasileira de entrar forte”, disse Mauricio Santoro, professor de Relações Internacionais e Ciência Política da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

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