Mourão assume presidência e muda de assunto pra não falar de Flávio Bolsonaro: “…extrema satisfação que o Flamengo venceu ontem…”, disse ao chegar no Planalto

21 de janeiro de 2019 0 Por Redação Urbs Magna
Mourão assume presidência e muda de assunto pra não falar de Flávio Bolsonaro: “…extrema satisfação que o Flamengo venceu ontem…”, disse ao chegar no Planalto

Brasília — Ao chegar no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (21), o presidente em exercício, Hamilton Mourão, fez uma brincadeira com jornalistas e evitou um novo comentário sobre o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro. “Tenho uma audiência, só queria dizer o seguinte: extrema satisfação que o Flamengo venceu ontem e o Botafogo perdeu”, comentou, sorrindo. Mourão é flamenguista.

Perguntado se as declarações feitas neste domingo (20), sobre Flávio Bolsonaro, envolvido em polêmicas em torno de movimentações financeiras suspeitas, foram suficientes, Mourão não comentou. Em entrevista neste domingo, ele havia dito que o parlamentar é quem precisaria explicar o caso, e não o presidente Jair Bolsonaro. Na sexta-feira (18), o Jornal Nacional, da TV Globo, mostrou que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou cerca de 50 operações atípicas em contas pessoais do senador eleito no total de R$ 96 mil.

Para Mourão, o caso não deve ofuscar a primeira viagem internacional do presidente Jair Bolsonaro, que viajou neste domingo para a Suíça. “O presidente não está tendo de se defender. Quem tem de se defender, se explicar, é o Flávio”, declarou Mourão, que fica interinamente na Presidência até sexta-feira, enquanto Bolsonaro estiver no Fórum Econômico Mundial em Davos. “Esse não é um caso do governo, é um caso da Justiça sobre um senador eleito, que tem o sobrenome Bolsonaro. Vale a regra da expressão militar, ‘apurundaso’, que quer dizer apurar e punir, se for o caso. É isso que está valendo.”

O vice-presidente não quis responder se não era o caso de o presidente “jogar os filhos aos leões”, como defendem alguns assessores, para evitar contaminação do seu governo. Mourão disse que, quando apareceu o primeiro caso envolvendo Queiroz, Bolsonaro já disse que este era “um problema do Flávio e não dele”. Reconheceu, no entanto, que o assunto pode “até preocupar o presidente, porque é o caso com um filho dele”, mas insistiu que este “não é problema do governo”.

Et Urbs Magna via EXAME

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