Economia bolsonarista planeja aprofundar o processo de reversão do nível de vida, iniciado em 2014/15, de acordo com O Globo

14 14-03:00 janeiro 14-03:00 2019 0 Por Redação Urbs Magna
Economia bolsonarista planeja aprofundar o processo de reversão do nível de vida, iniciado em 2014/15, de acordo com O Globo

Não faltam marolas a atrair a atenção nestes primeiros 12 dias de Jair Bolsonaro na Presidência. Mas vai ficando claro que, se ele e sua trupe de fundamentalistas anacrônicos são os “clows” que imantam a atenção da platéia, o que se busca no fundo do palco é muito pior que a tragicomédia deprimente que se faz em primeiro plano.

Não faltam marolas a atrair a atenção nestes primeiros 12 dias de Jair Bolsonaro na Presidência. Mas vai ficando claro que, se ele e sua trupe de fundamentalistas anacrônicos são os “clows” que imantam a atenção da platéia, o que se busca no fundo do palco é muito pior que a tragicomédia deprimente que se faz em primeiro plano.

Planeja-se aprofundar a reversão, que vem de 2014/15 do processo de elevação do nível de vida que o país experimentou por pouco mais de uma década. A reportagem de Martha Beck e Manoel Ventura, em O Globo de hoje, sobre as pretensões de “economia”  dos carrascos econômicos da população não deixa dúvidas sobre em quem recairá o arrocho com que se pretende “enxugar” os gastos públicos.

Dos R$ 266 bilhões que pretendem cortar, em três anos, nada menos que R$ 111,7  bilhões se fariam apenas à custa de quem recebe salário mínimo, seja pelo fim de qualquer aumento real, seja pela retirada do abono salarial que, desde os tempos da ditadura, é pago anualmente aos mais pobres. Isso sem contar que na “reforma previdenciária” outros bilhões seriam tirados de quem recebe o mínimo.

Por baixo, pode-se estimar uma mordida de cerca de R$ 150 bilhões da parcela mais miserável da população. E dinheiro que “roda” na economia, pois se converte quase que totalmente em consumo e não em acumulação. Quase todo o restante, sacado à conta do funcionalismo tem efeito socialmente menos dramático, mas é, igualmente, inibidor da atividade econômica.

Não é preciso ser um gênio para saber que isso é um “contravapor” fortíssimo em qualquer pelo de reaquecimento da economia. Resta saber – e não parece – que a entrada de capitais externos, mesmo com a liquidação de patrimônio público e riquezas minerais, possa crescer o suficiente para compensar esta perda de atividade econômica, mais ainda pelos horizontes sombrios do cenário internacional.

Muito menos que o mercado de capitais – que está inflado como um sapo com as expectativas quanto ao grau de maldades que se fará – possa suprir o que se vai tirar da economia real. Mas, como Lord Keynes, segundo o guru Olavo de Carvalho, não era um economista, mas um ideólogo anticapitalista, esta história de ciclos econômicos é bobagem, não é mesmo?

Vai ser tudo uma maravilha, depois que tirarmos o Estado do “cangote” dos empresários. E, claro, colocá-lo a pesar sobre as costas do trabalhador. A nossa “onda retrô”, desde logo, vai trazer de volta uma expressão que andava em desuso: arrocho salarial.


Et Urbs Magna via Tijolaço/O Globo

Receba nossas atualizações direto no seu WhatsApp – Salve nosso número em sua agenda e envie-nos uma mensagem – É GRÁTIS – ACESSE AQUI

Doe ao Et Urbs Magna

𝚂𝚘𝚖𝚘𝚜 𝚘 𝚕𝚒𝚟𝚛𝚎 𝚊𝚛𝚋í𝚝𝚛𝚒𝚘; 𝚊 𝚕𝚒𝚋𝚎𝚛𝚍𝚊𝚍𝚎; 𝚊 𝚟𝚎𝚛𝚍𝚊𝚍𝚎. 𝙿𝚛𝚎𝚘𝚌𝚞𝚙𝚊𝚖𝚘-𝚗𝚘𝚜 𝚞𝚗𝚜 𝚌𝚘𝚖 𝚘𝚜 𝚘𝚞𝚝𝚛𝚘𝚜 (𝚗𝚒𝚗𝚐𝚞é𝚖 𝚜𝚘𝚕𝚝𝚊 𝚊 𝚖ã𝚘 𝚍𝚎 𝚗𝚒𝚗𝚐𝚞é𝚖); 𝚌𝚘𝚖 𝚘𝚜 𝚌𝚘𝚖𝚙𝚊𝚝𝚛𝚒𝚘𝚝𝚊𝚜; 𝚌𝚘𝚖 𝚊 𝚜𝚘𝚋𝚎𝚛𝚊𝚗𝚒𝚊; 𝚌𝚘𝚖 𝚘 𝚙𝚛𝚘𝚐𝚛𝚎𝚜𝚜𝚒𝚜𝚖𝚘. 𝙽ã𝚘 𝚌𝚊𝚋𝚎𝚖 𝚎𝚖 𝚗ó𝚜 𝚊 𝚝𝚒𝚛𝚊𝚗𝚒𝚊; 𝚊 𝚒𝚛𝚊; 𝚊 𝚖𝚎𝚗𝚝𝚒𝚛𝚊; 𝚊 𝚖𝚊𝚗𝚒𝚙𝚞𝚕𝚊çã𝚘. 𝚃𝚞𝚍𝚘 𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚍𝚎𝚜𝚎𝚓𝚊𝚖𝚘𝚜 é 𝚜𝚎𝚞 𝚋𝚎𝚖 𝚎𝚜𝚝𝚊𝚛; 𝚜𝚞𝚊 𝚏𝚎𝚕𝚒𝚌𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎; 𝚜𝚞𝚊 𝚙𝚛𝚘𝚜𝚙𝚎𝚛𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎. 𝚀𝚞𝚎𝚛𝚎𝚖𝚘𝚜 𝚝𝚎 𝚎𝚗𝚌𝚘𝚗𝚝𝚛𝚊𝚛 𝚎 𝚝𝚎 𝚊𝚌𝚘𝚕𝚑𝚎𝚛 𝚌𝚘𝚖 𝚞𝚖𝚊 𝚙𝚊𝚕𝚊𝚟𝚛𝚊; 𝚞𝚖 𝚘𝚕𝚑𝚊𝚛; 𝚞𝚖 𝚐𝚎𝚜𝚝𝚘; 𝚞𝚖 𝚖𝚘𝚟𝚒𝚖𝚎𝚗𝚝𝚘. 𝙴𝚜𝚜𝚎 é 𝚘 𝚌𝚎𝚛𝚝𝚘. 𝚀𝚞𝚎𝚛𝚎𝚖𝚘𝚜 𝚎𝚜𝚝𝚊𝚛 𝚌𝚘𝚖 𝚟𝚘𝚌ê 𝚝𝚘𝚍𝚘𝚜 𝚊𝚜 𝚑𝚘𝚛𝚊𝚜; 𝚝𝚘𝚍𝚘𝚜 𝚘𝚜 𝚍𝚒𝚊𝚜; 𝚝𝚘𝚍𝚘𝚜 𝚘𝚜 𝚖𝚎𝚜𝚎𝚜 𝚎 𝚊𝚗𝚘𝚜. 𝚀𝚞𝚎𝚛𝚎𝚖𝚘𝚜 𝚜𝚊𝚋𝚎𝚛 𝚚𝚞𝚎 𝚟𝚘𝚌ê 𝚎𝚜𝚝á 𝚋𝚎𝚖 𝚙𝚊𝚛𝚊 𝚏𝚒𝚌𝚊𝚛𝚖𝚘𝚜 𝚋𝚎𝚖. 𝙲𝙾𝙽𝚃𝚁𝙸𝙱𝚄𝙰 𝚌𝚘𝚖 𝚘 𝚅𝙰𝙻𝙾𝚁 𝚀𝚄𝙴 𝙳𝙴𝚂𝙴𝙹𝙰𝚁 𝚎 𝚌𝚘𝚗𝚝𝚒𝚗𝚞𝚊𝚖𝚘𝚜 𝚜𝚎 𝚟𝚘𝚌ê 𝚚𝚞𝚒𝚜𝚎𝚛 𝚚𝚞𝚎 𝚌𝚘𝚗𝚝𝚒𝚗𝚞𝚎𝚖𝚘𝚜. 𝐀 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐫 𝐝𝐞 𝐔𝐒𝐃 $ 𝟏𝟎 / 𝐔𝐒𝐃 $ 𝟏𝟎𝟎 / 𝐔𝐒𝐃 $ 𝟏.𝟎𝟎𝟎 / 𝐔𝐒𝐃 $ 𝟏𝟎.𝟎𝟎𝟎

$10.00

Anúncios