Posse de Maduro simboliza a resistência da América Latina ao avanço do neoliberalismo no mundo

11 11-03:00 janeiro 11-03:00 2019 1 Por Redação Urbs Magna
Posse de Maduro simboliza a resistência da América Latina ao avanço do neoliberalismo no mundo

A posse de Nicolás Maduro em seu segundo mandato na presidência da Venezuela faz parte desses acontecimentos que são pontos divisores na história. É o símbolo da resistência de um período em que na América Latina prevaleceram governos que deram prioridade à soberania da região, criando uma unidade política e econômica com resultados positivos inegáveis. Em pouco tempo, uma nova realidade latino-americana se formou, bem diferente dos desastres que se sucederam nos países que haviam adotado o projeto neoliberal. 

Pesou a favor desses resultados, evidentemente, as duas décadas de hegemonia do neoliberalismo, com severo declínio nas taxas de crescimento econômico, um dado que se desdobrou em graves impasses sociais e políticos. As crises financeiras relacionadas à dívida externa do México em 1995 e da Ásia em 1997/1998 se expandiram, levando a Argentina ao fundo do poço e o Brasil a se submeter ao remédio amargo das receitas do Fundo Monetário Internacional (FMI). 

A Venezuela paga o preço de ter conseguido resistir ao vendaval golpista que varreu a região e restaurou a hegemonia da velha ordem neoliberal. O país foi cercado e atacado por uma violenta guerra midiática, ideológica e econômica, um processo que teve como pico inicial o sequestro, em 2002, do seu então presidente, Hugo Chávez. As sucessivas tentativas de sufocar a governabilidade e consequentemente revogar as bases da institucionalidade que se formou nesse processo de resistência, resultaram nos dramáticos problemas econômicos e humanitários atualmente enfrentados pelo país.

Há outras crises na região, igualmente trágicas, como o processo migratório da América Central, mas na Venezuela as causas são de natureza distinta, inescrupulosamente manipuladas pelo intervencionismo golpista comandando pelos interesses dos Estados Unidos e da União Europeia, cuja expressão ganhou a denominação de “Grupo de Lima”, composto por governos abertamente alinhados à política e aos interesses de Washington. 

Esse agrupamento apregoa, sem meias palavras, a ruptura com a democracia do país, um inaceitável ataque à soberania popular do país, legitimada por eleições transparentes, acompanhadas por observadores internacionais independentes. Na prática, ao promover a ideia de um golpe de Estado por meio da Assembleia Nacional – algo como ocorreu no Brasil com a fraude do impeachment da presidenta Dilma Rousseff –, o “Grupo de Lima” se comporta como mero serviçal da Casa Branca. 

Esses governos, apoiados pela Organizações dos Estados Americanos (OEA), que ao longo da sua história funcionou como base para intervencionismos e golpismos na região, não fazem sequer questão de disfarça seu servilismo, comportando-se como porta-vozes do projeto norte-americano, respaldado pela União Europeia. Entre eles está o governo brasileiro, que tem jogado todo seu peso nessa ofensiva brutal contra a soberania do povo venezuelano, como atesta uma nota do Planalto ao afirmar que o Brasil “seguirá coordenando-se com todos os atores” alinhados com o “Grupo de Lima”. 

Como contraponto, registre-se a presença, na posse de Maduro, da presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, e do vice-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Walter Sorrentino, que, em nota, disse que o Brasil passa por um momento de risco, com um governo “de perfil autoritário e regressivo” e com “uma política externa obscurantista e de alinhamento subserviente pró-Estados Unidos”.

As forças políticas progressistas, nesse momento crítico para a democracia e a soberania na América Latina, têm nesses seus representantes um exemplo de resistência brasileira a essa marcha golpista. São porta-vozes de um processo histórico brasileiro de lutas patrióticas, democráticas e internacionalistas, que no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva formou o “Grupo de Amigos da Venezuela”, uma clara demonstração de não ingerência em assuntos internos daquele país e de disposição de não permitir o agravamento da crise. Exatamente o oposto do que faz agora o “Grupo de Lima”.

Et Urbs Magna via Portal Vermelho

Receba nossas atualizações direto no seu WhatsApp – Salve nosso número em sua agenda e envie-nos uma mensagem – É GRÁTIS – ACESSE AQUI

Doe ao Et Urbs Magna

𝚂𝚘𝚖𝚘𝚜 𝚘 𝚕𝚒𝚟𝚛𝚎 𝚊𝚛𝚋í𝚝𝚛𝚒𝚘; 𝚊 𝚕𝚒𝚋𝚎𝚛𝚍𝚊𝚍𝚎; 𝚊 𝚟𝚎𝚛𝚍𝚊𝚍𝚎. 𝙿𝚛𝚎𝚘𝚌𝚞𝚙𝚊𝚖𝚘-𝚗𝚘𝚜 𝚞𝚗𝚜 𝚌𝚘𝚖 𝚘𝚜 𝚘𝚞𝚝𝚛𝚘𝚜 (𝚗𝚒𝚗𝚐𝚞é𝚖 𝚜𝚘𝚕𝚝𝚊 𝚊 𝚖ã𝚘 𝚍𝚎 𝚗𝚒𝚗𝚐𝚞é𝚖); 𝚌𝚘𝚖 𝚘𝚜 𝚌𝚘𝚖𝚙𝚊𝚝𝚛𝚒𝚘𝚝𝚊𝚜; 𝚌𝚘𝚖 𝚊 𝚜𝚘𝚋𝚎𝚛𝚊𝚗𝚒𝚊; 𝚌𝚘𝚖 𝚘 𝚙𝚛𝚘𝚐𝚛𝚎𝚜𝚜𝚒𝚜𝚖𝚘. 𝙽ã𝚘 𝚌𝚊𝚋𝚎𝚖 𝚎𝚖 𝚗ó𝚜 𝚊 𝚝𝚒𝚛𝚊𝚗𝚒𝚊; 𝚊 𝚒𝚛𝚊; 𝚊 𝚖𝚎𝚗𝚝𝚒𝚛𝚊; 𝚊 𝚖𝚊𝚗𝚒𝚙𝚞𝚕𝚊çã𝚘. 𝚃𝚞𝚍𝚘 𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚍𝚎𝚜𝚎𝚓𝚊𝚖𝚘𝚜 é 𝚜𝚎𝚞 𝚋𝚎𝚖 𝚎𝚜𝚝𝚊𝚛; 𝚜𝚞𝚊 𝚏𝚎𝚕𝚒𝚌𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎; 𝚜𝚞𝚊 𝚙𝚛𝚘𝚜𝚙𝚎𝚛𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎. 𝚀𝚞𝚎𝚛𝚎𝚖𝚘𝚜 𝚝𝚎 𝚎𝚗𝚌𝚘𝚗𝚝𝚛𝚊𝚛 𝚎 𝚝𝚎 𝚊𝚌𝚘𝚕𝚑𝚎𝚛 𝚌𝚘𝚖 𝚞𝚖𝚊 𝚙𝚊𝚕𝚊𝚟𝚛𝚊; 𝚞𝚖 𝚘𝚕𝚑𝚊𝚛; 𝚞𝚖 𝚐𝚎𝚜𝚝𝚘; 𝚞𝚖 𝚖𝚘𝚟𝚒𝚖𝚎𝚗𝚝𝚘. 𝙴𝚜𝚜𝚎 é 𝚘 𝚌𝚎𝚛𝚝𝚘. 𝚀𝚞𝚎𝚛𝚎𝚖𝚘𝚜 𝚎𝚜𝚝𝚊𝚛 𝚌𝚘𝚖 𝚟𝚘𝚌ê 𝚝𝚘𝚍𝚘𝚜 𝚊𝚜 𝚑𝚘𝚛𝚊𝚜; 𝚝𝚘𝚍𝚘𝚜 𝚘𝚜 𝚍𝚒𝚊𝚜; 𝚝𝚘𝚍𝚘𝚜 𝚘𝚜 𝚖𝚎𝚜𝚎𝚜 𝚎 𝚊𝚗𝚘𝚜. 𝚀𝚞𝚎𝚛𝚎𝚖𝚘𝚜 𝚜𝚊𝚋𝚎𝚛 𝚚𝚞𝚎 𝚟𝚘𝚌ê 𝚎𝚜𝚝á 𝚋𝚎𝚖 𝚙𝚊𝚛𝚊 𝚏𝚒𝚌𝚊𝚛𝚖𝚘𝚜 𝚋𝚎𝚖. 𝙲𝙾𝙽𝚃𝚁𝙸𝙱𝚄𝙰 𝚌𝚘𝚖 𝚘 𝚅𝙰𝙻𝙾𝚁 𝚀𝚄𝙴 𝙳𝙴𝚂𝙴𝙹𝙰𝚁 𝚎 𝚌𝚘𝚗𝚝𝚒𝚗𝚞𝚊𝚖𝚘𝚜 𝚜𝚎 𝚟𝚘𝚌ê 𝚚𝚞𝚒𝚜𝚎𝚛 𝚚𝚞𝚎 𝚌𝚘𝚗𝚝𝚒𝚗𝚞𝚎𝚖𝚘𝚜. 𝐀 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐫 𝐝𝐞 𝐔𝐒𝐃 $ 𝟏𝟎 / 𝐔𝐒𝐃 $ 𝟏𝟎𝟎 / 𝐔𝐒𝐃 $ 𝟏.𝟎𝟎𝟎 / 𝐔𝐒𝐃 $ 𝟏𝟎.𝟎𝟎𝟎

$10.00

Anúncios