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BOLSONARO ‘NÃO PODE TUDO’. ELEITO, será DETIDO pela CONSTITUIÇÃO e ELEITORES ficarão CHUPANDO DEDO

15 15-03:00 outubro 15-03:00 2018 1 Por Dino Barsa
BOLSONARO ‘NÃO PODE TUDO’. ELEITO, será DETIDO pela CONSTITUIÇÃO e ELEITORES ficarão CHUPANDO DEDO

 

Vínícius Mota, no ‘Colunas e Blogs’ da Folha de São Paulo diz que o povo vive a ilusão de que Bolsonaro realizará todas as coisas absurdas que está prometendo, caso seja eleito. Mas não é bem assim

Segundo o autor (e todos hão de concordar), existe uma grande ansiedade com sua eleição que será dissipada quando a poeira baixar. O colunista inicia bem o texto mas, no percurso, cai na velha e conhecida tentação golpista de falar mal da esquerda que, sem querer entrar no mérito, foi o único movimento que fez o Brasil ficar exposto para o mundo até que fosse rapidamente arrebatado para o cenário internacional por sua relevância. VEJAMOS:

Et Urbs Magna, 15 de outubro de 2018, 01:00 GMT


Leia a transcrição com algumas exclusões necessárias, porque não tenho sangue de barata, riscadas e em vermelho, de termos que considero substituíveis e outras correções minhas (em caixa itálica, escritas em verde e/ou entre parênteses) em seu discurso:

Ele não pode tudo” – por Vinícius Mota

A ilusão de que o presidente eleito tem grande autonomia para mudar o que quiser vai se dissipar conforme a ansiedade eleitoral dê lugar à sobriedade dos dias comuns.

Preconceitos baseados em apreensões superficiais da democracia brasileira se espalham como fogo na serragem. Supõe-se que o presidente da República eleito no próximo dia 28 será um todo-poderoso capaz de mudar o curso das políticas públicas, das instituições e do comportamento social num estalar de dedos.

Daí brota o pânico do rivalpânico da rivalidade do eleitorado de ambos‘, eu diria, porque todo rival tem seu oponente). A ameaça de um lado seria o “fascismo”. Do outro, o“comunismo”. As duas campanhas atiçam o surto de medo, pois lucram com ele.

Mas o fato, que ficará claro conforme o novo governo se desenvolva e a sóbria modorra do cotidiano prevaleça sobre a ansiedade, é que o presidente da República está mais limitado do que nunca sob esta Constituição.

mandatária (está falando de Dilma Rousseff) que atingiu picos de popularidade foi cassada por esta legislatura (o jornalista sabe, mas não menciona o Golpe 2016. A legislatura encaixa-se na famosa frase de Jucá “…com supremo, com tudo). Com Temer neutralizado ( ‘na fachada‘, melhor dizendo: um político com um grande jogo de cintura que sempre fingiu estar governando enquanto o Brasil foi saqueado por estrangeiros), o Congresso aprendeu a partilhar o Poder Executivo, num tipo de semipresidencialismo cujo enraizamento não está descartado.  (um blá-blá-blá que, além de não explicar a verdade, confunde o leitor que vai concordar, sem nada entender, só porque saiu na Folha de São Paulo. Então minha frase completa ficaria assim: ‘Com Temer na fachada, a base governista tratou de dar encaminhamento a todos os assuntos inerentes ao entreguismo de nossas riquezas num tipo de ‘gestão paralela’. (Quanto ao enraizamento, mencionado por Vinícius Mota, este já está atingindo quase o centro da Terra, o que dificulta enormemente o corte deste mal pela raiz sendo necessários, com todo o otimismo que tenho, no mínimo dez anos.

Superprerrogativas do Planalto, como a edição irrestrita de medidas provisórias, a execução arbitrária do Orçamento e as nomeações sem critérios para estatais, deixaram de existir (Está certíssimo, senhor. Deixaram de se preocupar com o povo. Logo, a adaptibilidade de MP’s e a volatilidade do Orçamento para o cumprimento das metas sociais deixaram de existir mesmo. Quanto às nomeações, de fato, começaram a seguir critérios alinhados com a especificação solicitada para a maior operação anti-soberana da História do Brasil. A governança da Petrobras foi reformada de modo a dificultar bastante a volta ao desmantelo que originou o petrolão.  (Kkkkkk, não sou um bolsomínion, rapaz. Por insistência da mídia corrompida, tua afirmativa virou verdade. Mas só pra vocês. Pra cima de mim, não.

Agreguem-se as reiteradas demonstrações de autonomia (claro, mas vamos substituir por uma palavra melhor: ‘autoritarismo’do Ministério Público, do Judiciário, da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União. Em outros corpos regulares nacionais, caso do Itamaraty, das Forças Armadas e da Receita Federal, cristaliza-se uma longa tradição de procedimentos estáveis e visões de mundo relativamente homogêneas. (Frase para ‘encher linguiça’, mas oportuna para exibir a responsabilidade do PT que também manteve tais corpos em seu pleno vigor)

A lista de constrangimentos ao poder presidencial ainda abrange a opinião pública pujante, a imprensa livre e fiscalizadora e fatores circunstanciais, como a crise fiscal que drena a tinta de sua caneta. (kkkkkkkkkkkk. Pra que? Mas tudo bem: FORA TEMER! ainda que tardio)

Ele não pode tudo (sempre foi assim). Pode cada vez menos (vai depender da manutenção da política do Golpe 2016 – no caso da vitória de Bolsonaro hei de concordar que se tornará um fantoche). Daí virá a fonte provável de desgaste do  próximo presidente (BOZO) perante seus eleitores. 

(É bom deixar bem claro uma coisa: neste mês de outubro vivemos um pleito anômalo. Esse candidato que encomendou um plano de campanha lá nos EUA, cujo ápice são as Fake News, revelou o potencial de um eleitorado absurdamente mentecapto que habita a parte submersa de um iceberg chamado WhatsApp e que muito lembram os questionamentos feitos por nossas comunidades nos anos iniciais da world wide web, com especulações que geraram filmes como Matrix e Avatar.

Apesar de toda a contrariedade contextual, deixo o meu muito obrigado pela composição, Vinícius Mota. Ainda que tenha sido composto com uma realidade distorcida, seja por exigência redatorial ou por livre arbítrio, ele serviu para evidenciar um fato: a brevidade do bolsonarismo terá seu tempo revelado pela urgência das transformações sociais não implementadas.

Abraço!

 

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