“HADDAD VAI MAL NO JN, LULA ESCREVE BILHETE PARA SALVÁ-LO E A IMPRENSA PROGRESSISTA NÃO VÊ”, DIZ BLOG

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Et Urbs Magna, 16 de setembro de 2018, 00:10 GMT


“Haddad no JN – O que ele realmente fez e a imprensa “de esquerda” não viu” é o título da matéria publicada hoje no Duplo Expresso, composta para plantar a dúvida nas mentes lulistas pelo Brasil afora

No final, seus redatores afirmam que o bilhete que Lula escreveu, para salvar Haddad no mico do Jornal Nacional, foi escrito por outra pessoa e não pelo ex-presidente. O blog refere-se aos petistas com o termo ‘PTminions’ e insistem que a candidatura de Lula deveria ser defendida com unhas e dentes pela militância. E, ainda, dizem que Haddad, a quem chamam de coxinha, não é Lula. Então, leiamos a proposta do DE abaixo, em transcrição total de sua postagem, e VEJAMOS:


Do Duplo Expresso – Antes que venham os “PTminions” com os previsíveis ataques, gostaria de deixar claro duas coisas: 1) depois que Lula foi abandonado na cadeia pela ala jurídica do PT, o debate na nossa página é sobre democracia; 2) Haddad não é Lula e vice-versa. Dito isso, preferi aguardar traços de honestidade dos militantes e da imprensa autointitulados “de esquerda” na avaliação sobre a participação do Doutor da USP, e não só, para que ele (o Doutor Haddad) desse algum sinal de humildade ou fosse enquadrado após o conselho de Gleisi Hoffmann com o necessário “banho de povo”. Nada disso ocorreu. O que vi? Como diria Jack, vamos por partes.

Primeiro no JN, um Haddad nitidamente nervoso, cometeu diversos erros, depois daquela entrevista ficou nu. É muito fácil entender porque ele perdeu a prefeitura de São Paulo no primeiro turno sentado na cadeira. Vamos aos fatos:

  1. Falou no nome de Lula uma única vez, num constrangido “boa noite!”, como diria Lobão (coxinha como Haddad) “como quem pede desculpas pra si mesmo”. Ah! Para não ser injusto, Haddad também disse que Lula deveria estar sentado naquela cadeira. Foi a única coisa certa que ele falou em toda a entrevista e com a qual eu e milhões de brasileiros concordamos.
  2. Defendeu as leis punitivistas do PT jurídico que são responsáveis por toda criminalização do PT e a prisão ilegal do presidente Lula em segunda instância, juntamente com 14 mil brasileiros.
  3. Defende o judiciário, ao ser indagado sobre uma conspiração que integrantes do PT atribuem ao judiciário incluindo principalmente Lula, até por ele ter dito em várias entrevistas que estava sofrendo “uma conspiração tanto do judiciário como internacional”. Haddad bate no peito e diz que ele Haddad jamais falou em “conspiração” e sim em “erro judiciário”. Em outras palavras, Haddad continua sustentando que Lula sofreu um erro judiciário. Lembrando aquela mesma frase que já proferiu anteriormente: “O problema do ex-presidente Lula não é político é jurídico”. Isso explica a opção do PT Jurídico de salvar o STF das garras da ONU e jogar Lula aos leões.
  4. Perdeu uma grande oportunidade de defender Lula, pois neste caso ele estaria agradando aqueles “Lulistas” que ainda não engoliram o marketing “Lula é Haddad”. Fica explícito um constrangimento e dificuldade em falar sobre Lula, Um erro fatal! Isso para não dizer que vejo como uma traição continuada.
  5. Em nenhum momento defendeu o presidente Lula que é vítima desse judiciário. Pelo contrário! Sempre se coloca como uma vestal com aquele antigo discurso punitivista do PT jurídico de Mercadante, Tasso Genro (seu ex-chefe) e José Cardozo, seus mentores. Haddad ainda  diz que o PT foi o partido que mais combateu a corrupção, que fortaleceu as instituições de justiça, etc. Enfim sem fazer nenhuma autocrítica sobre as leis punitivistas que levaram quase o PT inteiro e Lula para cadeia, sem crime e com a “delação premiada” aprovada por Dilma como verdade absoluta. Ladino, Bonner ironicamente provocou: Pois é candidato, vocês criaram todas essas leis e acabaram vítimas delas.
  6. Sobre Dilma, não falou em golpe. Quem acompanha o Duplo Expresso sabe que Dilma negociou um PIDV – Plano de Incentivo à Demissão Voluntária com a CIA e ganhou como indenização o direito de ser “Senadora Honesta” por oito anos. No entanto, Haddad nunca parte para o enfrentamento. Nunca diz que golpe é golpe. Ele chegou a afirmar que Tasso Jereissati em entrevista recente fez uma autocrítica arrependido por ter apoiado a saída de Dilma, contestado a vitória de Dilma e votado pautas bombas. Talvez já pavimentando um apoio do PSDB no segundo turno. PT e PSDB juntos contra as forças do mal. Que bizarra e previsível jogada de manutenção da bipolaridade PSDB x PT. Um dia após a eleição eles voltarão a bater boca e o falso barroco, sem contraste, onde ambos defendem PPP e interesses dos bancos volta às manchetes dos mesmos jornais de sempre. Uma farsa anunciada, diria alguém interessado em vender livros.
  7. Ao ser questionado porque perdeu a eleição, Haddad sai com a seguinte pérola: “o clima de antipetismo foi criado por informações represadas em relação aos outros partidos”. Isto é, ele assume todas as mentiras e calúnias da imprensa sobre o PT. Haddad já disse que é “o menos político”, já vi esse filme com Doria em São Paulo e com Macron na França.
  8. E ainda depois dessa curra consensual, Haddad ainda termina a entrevista esboçando um sorrindo simpático aos seus algozes (como uma Hiena que come merda e ri…).

Segunda avaliação, a repercussão na imprensa “de esquerda”. Não vou aqui chamar a atenção para os elogios do PIG à entrevista de Haddad no JN. Isso é tão grave que prefiro não escrever neste texto. Vamos falar sobre o desvio de foco da imprensa “de esquerda”.

  1. Não houve críticas a Haddad.
  2. Para esta imprensa “de esquerda” é mais fácil falar o óbvio: “Haddad foi interrompido X vezes”. “Bonner é um grosso”. “Ele saiu maior do que entrou”.
  3. Nenhuma crítica! Tudo foi perfeito!

Melhor parar por aqui para não generalizar. Há quem não tenha falado nada. Isso já é um bom começo.

Considerações finais:

Haddad ficou nu! Os seus diplomas não foram capazes de vesti-lo. Mostrou-se despreparado, fraco e covarde (melhor covarde do que conivente com “tudo isso que está aí”). Haddad já havia assistido sabatinas anteriores do JN aos outros candidatos. A desculpa dos blogs “de esquerda” de que “ele foi 62 vezes interrompido”, não cola! Haddad já foi prefeito e ministro e deveria estar preparado para saber sair das cordas.

Haddad não esperou nem o Galo cantar três vezes para negar Lula pela segunda vez. 1° “O problema do Lula não é político. É jurídico”; Agora, no JN, a 2° “Eu, Haddad nunca falei em conspiração. É um ERRO JUDICIÁRIO”. Faltou falar que a ONU está errada e que “as instituições estão funcionando normalmente”.  A terceira veremos a qualquer momento. Ele vai seguir abrindo a boca, ou não.

Bônus!

Solitário, Lula – na sua cela solitária e fria de Curitiba – viu tudo e “escreveu um bilhete” para “salvar Haddad”. Perito amigo meu entupiu a minha caixa de e-mail com bilhetes e escritos antigos de Lula para provar o que qualquer amador pode constatar: “quem escreveu o bilhete não foi Lula”.

Como acho tudo isso uma farsa, sequer me darei ao trabalho de publicar sobre isso. Tire as suas próprias conclusões. Observe apenas o “d” minúsculo nos dois bilhetes e as letras “r” e “s” minúsculas quando escritas juntamente com outras. Além da assinatura, claro!

Bilhete escrito por Lula para o candidato ao Senado, pelo PT de Brasília, Professor Marcelo Neves (que teria o meu voto se lá votasse):

“Bilhete escrito por Lula para ‘salvar Haddad’ depois do mico no JN”:

E aí? Foi Lula? Perguntem ao “imparcial” perito  Ricardo Molina. Ele é especialista em tudo!

Como diria Bonner no final do JN: “Boa noite!”


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