APÓS ATENTADO FRACASSADO A NICOLÁS MADURO, AMÉRICA LATINA COMEÇA A ABANDONAR O DÓLAR. E AGORA, TRUMP?

ECONOMIA GEOGRAFIA MUNDO NOTÍCIAS POLÍTICA

América do sul começa abandonar o dólar

Vai ou não dar certo, a nova moeda venezuelana, a criptomoeda Petro, lastreado em petróleo, ouro e diamante – disponível em abundância no País – que começou a circular nesta terça (21)?


whatsapp  Receba nossas atualizações direto no WhatsApp


Vai ou não dar certo, a nova moeda venezuelana, a criptomoeda Petro, lastreado em petróleo, ouro e diamante – disponível em abundância no País – que começou a circular nesta terça (21)?

Um Petro estará inicialmente cotado ao preço de um barril de petróleo – 60 dólares.

É o grande assunto latino-americano da semana.

O salário mínimo, atualmente, de 5.000.000 de bolívares, passa a ser de 50 bolívares soberanos, com corte de 5 zeros.

Um quilo de frango, que custa, hoje, 6.000.000 de bolívares, passa a ser 60 bolívares soberanos.

Para fortalecer poder de compra da população, Maduro aumentará o mínimo em 1.600.000, ou seja, 1.600 bolívares soberanos.

Com corte de cinco zero, a inflação de 1.000.000% cai para 10%.

A vinculação do bolívar soberano à criptomoeda petro, lastreada nos minerais estratégicos da Venezuela, vai dar o tom da variação monetária.

Hoje, tal variação está, totalmente, errática, porque o País está, sob regime monetário ditado pelo dólar, submetido a bloqueio comercial pelo governo americano.

Washington passou a adotar em relação à Venezuela o que pratica contra Cuba há perto de 60 anos, o garrote comercial, para tentar reverter o nacionalismo venezuelano, que incomoda, profundamente, os Estados Unidos, inconformados com a liberdade econômica e política no País de Bolívar e Chavez, embora pagando preço alto pela preservação da soberania, ancorada em Assembleia Constituinte Popular e poder executivo cívico-militar.

Do ponto de vista geopolítico estratégico, Maduro, na prática, está dando o troco ao presidente Donald Trump.

Enquanto adota nova política macroeconômica, ao largo do dólar, aproxima-se, rapidamente, da China e da Rússia, pontas de lança dos BRICs, oposição à divisão internacional do trabalho inaugurada pelos Estados Unidos, no pós segunda guerra mundial, tendo sua moeda como parâmetro das relações de trocas internacionais.

Maduro fortalecerá, sem dúvida, relações comerciais e diplomáticas com China-Rússia, em processo de formação de grande aliança comercial, para desenvolver a Eurásia, vanguarda desenvolvimentista internacional no século 21, cujas consequência abalam Washington.

Putin e Jiping acenam para trocas comerciais em moedas nacionais, bomba atômica financeira aos ouvidos de Washington, cioso do dólar, alvo de especulação global, abalando geral os mercados.

Semana passada, o secretário de Defesa americano, Jim Mattis, visitou Brasil, Argentina, Chile e Colômbia para fazer cerco sul-americano à Venezuela em suas pretensões nacionalistas independentes, tendo como alavanca a poderosa arma do petróleo, para abrir negociações diretas com os russos e chineses.

Trata-se de assunto que Tio Sam não quer nem ouvir falar, já partindo, antecipadamente, como vem acontecendo há mais de dois anos, para bloqueios comerciais e outras ameaças belicosas, criando instabilidades na América do Sul.

Agora, com nova moeda em circulação, completamente, desvinculada do dólar, para tentar vencer inflação e bloqueio econômico, Venezuela vira diabo vermelho para Washington.

É bom lembrar que o império americano não tem aceitado provocações quando entra em cena ameaça ao dólar.

Saddam Hussein tentou comercializar petróleo por euro, deixando dólar de lado, e se lascou; o mesmo aconteceu com Muammar Khadafi, presidente da Líbia; o presidente da Siria, Bashar Al Assad, idem, sofre horrores, salvando-se do desastre, graças a parceira com Rússia; e, agora, Erdogan, presidente da Turquia, da mesma forma, está ameaçado, pela sua aproximação crescente com China e Rússia, para fugir do dólar e do FMI.

Como reagirá o mercado financeiro internacional nos próximos dias, sujeito às oscilações, dada superoferta de moeda americana na circulação global?

O Brasil, que descobriu pré sal, segunda maior reserva de petróleo do mundo, dispõe, como a Venezuela, do lastro real para fortalecer sua própria moeda, caso decisões políticas, nesse sentido, sejam tomadas pelo próximo governo, se vencerem a eleição as esquerdas, em guerra política contra os entreguistas que deram o golpe neoliberal em 2016.

Por tudo isso, a grande questão sul-americana passa a ser a nova moeda venezuelana, expressão de choque frontal com o dólar americano, cujo lastro real são bombas atômicas, o poder militar bélico espacial de Tio Sam.

A pergunta central é: o povo venezuelano, que escreve, em Assembleia Constituinte, sua nova Constituição, vai apoiar, politicamente, Maduro, eleito por grande maioria na última eleição presidencial?

Se apoiar, que fará Trump?


LOGO FOOTER ET URBS MAGNA

NAS REDES SOCIAIS


whatsapp  Receba nossas atualizações no WhatsApp
YouTube-icon-our_icon  
Subscreva Et Urbs Magna no Youtube
facebook pages  Curta Et Urbs Magna no Facebook
facebook groups  Grupo no Facebook PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
twitter icon  Et Urbs Magna no Twitter


 

Anúncios

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.