PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS SÃO INVESTIGADOS POR ENVOLVIMENTO COM LIVRO DE LULA, CURSOS SOBRE O GOLPE 2016 E DIFUSÃO MARXISTA

2 de agosto de 2018 0 Por Dino Barsa
PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS SÃO INVESTIGADOS POR ENVOLVIMENTO COM LIVRO DE LULA, CURSOS SOBRE O GOLPE 2016 E DIFUSÃO MARXISTA

INACREDITAVELMENTE, É COMO SE ESTIVÉSSEMOS NOS ANOS 60. E, PIOR, AS INVESTIGAÇÕES NÃO SEGUEM UM MÉTODO DE ALGUM PLANO E, MERAMENTE, ATENDEM TÃO SOMENTE DENÚNCIAS ANÔNIMAS


whatsapp  Receba nossas atualizações direto no WhatsApp


Nesta quinta (2) uma nota foi emitida em solidariedade aos professores de universidades públicas federais que sofrem (pasmem) perseguição política e policial. Como numa nova ditadura, o golpe de 2016 deflagrou uma ideologia generalizada de repulsa a projetos sociais focados no povo.

A associação dos professores da Unicamp, entidade emitente do documento,  relembrou os casos ocorridos em Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. “A Associação dos Docentes da Unicamp se solidariza com os e as colegas que têm sido vítimas destas ações de censura e coação que afrontam e ferem gravemente o estado democrático de direito, coração da vida universitária. Compreendemos tais ações como ataques à Universidade e à Democracia, típicas de períodos de estado de exceção”, diz a Nota.

Veja nota integral da ADunicamp:

Nos últimos dias, a universidade vem sendo novamente atacada. Este ataque ocorre contra colegas, docentes de várias instituições nacionais, em pleno exercício de sua liberdade de expressão e de pensamento.

O primeiro caso foi do professor Luciano Martorano, da Universidade Federal de Alfenas-MG. Sem qualquer aviso prévio, o professor Martorano foi exonerado do serviço público, no dia 5 de julho de 2018. Não há notícia de conduta que justifique esta ação da reitoria da UNIFAL, a não ser a atuação do professor Martorano como estudioso e tradutor da obra de Karl Marx. Dias antes, o mesmo reitor havia autorizado o afastamento de Martorano para a realização de um pós-doutorado na Alemanha.

No dia 24 de julho, soubemos da instalação de comissão de sindicância investigativa contra os professores Giorgio Romano, Valter Pomar e Gilberto Maringoni, da UFABC, em função de participação no evento de lançamento do livro “A verdade vencerá”, que se compõe de uma entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A comissão originou-se de uma denúncia anônima e, em mensagem eletrônica, solicitou dos professores resposta a “questionamentos” acerca da organização do evento. Os professores eram solicitados a responder se teria havido no evento “apologia ao crime”, se houvera “manifestação de apreço por Lula e partidos de esquerda” e se houvera “manifestações de desapreço contra o “Presidente Temer e integrantes do poder Judiciário e do Ministério Público”.

No dia 27 de julho, foi noticiado que a Polícia Federal de Santa Catarina instaurou inquérito contra o professor Áureo Mafra de Moraes, chefe de gabinete da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O professor foi intimado por ter participado de ato público pelo 57º aniversário da UFSC, ocasião em que lamentou a morte do reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que se suicidou em outubro de 2017 após ser preso sem acusação justificada e submetido a humilhações descabidas. A suspeita que motiva o inquérito é de atentado contra a honra da delegada Erika Mialik Marena, que chefiou a operação Ouvidos Moucos que acusou o reitor Cancellier. Foi determinado que o professor Áureo avise a polícia em eventual mudança de endereço.

Estas ações se juntam à condução coercitiva de docentes da administração superior da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em dezembro de 2017 e à denúncia dos cursos sobre o golpe de 2016 realizados em dezenas de universidades no país no primeiro semestre de 2018.

A Associação dos Docentes da Unicamp se solidariza com os e as colegas que têm sido vítimas destas ações de censura e coação que afrontam e ferem gravemente o estado democrático de direito, coração da vida universitária. Compreendemos tais ações como ataques à Universidade e à Democracia, típicas de períodos de estado de exceção. É preciso que a comunidade acadêmica se una contra o denuncismo, o abuso de autoridade, o desrespeito às liberdades democráticas no ambiente universitário e em toda a sociedade.

Toda solidariedade aos colegas!

Não ao projeto político que vem constrangendo e agredindo a universidade brasileira, sobretudo a universidade pública, de diferentes formas! “(Diretoria da Associação de Docentes da UNICAMP)


LOGO FOOTER ET URBS MAGNA

NAS REDES SOCIAIS


whatsapp  Receba nossas atualizações no WhatsApp
YouTube-icon-our_icon  
Subscreva Et Urbs Magna no Youtube
facebook pages  Curta Et Urbs Magna no Facebook
facebook groups  Grupo no Facebook PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
twitter icon  Et Urbs Magna no Twitter


 

Anúncios