NOVA DITADURA EXONERA PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS, SEM DAR EXPLICAÇÕES; EM SILÊNCIO

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MAIS UM PROFESSOR UNIVERSITÁRIO É DEMITIDO SEM DIREITO A DEFESA


O professor Luciano Martorano, importante tradutor de obras de Marx e Engels do alemão para o português, foi demitido da Universidade Federal de Alfenas (Unifal/MG) sem direito a defesa


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Série de medidas disfarçadas sob a aparente neutralidade da técnica jurídica e institucional constitui uma clara violação de qualquer princípio de democracia na vida acadêmica, e como tal devem ser amplamente denunciadas e combatidas pelo que de fato o são: uma série de ataques ao ambiente acadêmico perpetrados por bandos de inspiração obscurantista coadunados com os piores retrocessos que o Brasil vem experimentando no processo de franca fascistização em curso”, publicou uma página do Facebook sobre matéria do jornal GGN, conforme transcrito abaixo:


O apoio ao professor Martorano, da Unifal, por perseguição pós-golpe


Do GGN – O Grupo de Trabalho História e Marxismo da ANPUH-RS, Grupo de Estudos sobre Marx (GMarx-USP) e Laboratório de Estudos Marxistas da Universidade de São Paulo (Lemarx-USP) soltam nota conjunta em repúdio ao que vem acontecendo nas universidades federais. O último episódio está relacionado ao Prof. Luciano Martorano, na Unifal/MG.

Martorano foi exonerado sem direito a defesa e em situação que não condiz com a realidade: acusaram o professor de infrações negadas pelos estudantes e fora da normalidade do seu desempenho. Assim, ele se torna mais um número da perseguição perpetrada pelo Estado pós-golpe.

Leia a nota a seguir:

GOLPE PERSEGUE PROFESSORES DAS FEDERAIS. JA HÁ EXONERAÇÕES SEM MOTIVO


“Nós, do Grupo de Trabalho História e Marxismo da ANPUH-RS, Grupo de Estudos sobre Marx (GMarx-USP) e Laboratório de Estudos Marxistas da Universidade de São Paulo (Lemarx-USP), em nota conjunta nos unimos a outros grupos marxistas de diferentes regiões do Brasil, bem como entidades estudantis e sindicais, para expressar nossa irrestrita solidariedade ao Prof. Luciano Martorano – importante tradutor de obras de Marx e Engels do alemão para o português – e manifestar nosso repúdio à arbitrária medida de exoneração por ele sofrida, em decisão da administração da Universidade Federal de Alfenas (Unifal/MG).

Cumpre atentar ao fato de que a sua exoneração tem por base a justificativa de “Desídia no Desempenho das Respectivas Funções”, o que se refere a infrações como impontualidade, imperfeições na execução do trabalho, abandono de posto durante a jornada etc.

Aquelas e aqueles diretamente envolvidos no cotidiano da Unifal – especialmente as alunas e alunos do Prof. Luciano Martorano – negam veementemente as acusações, denunciando, em suas próprias notas, o fato de que Martorano jamais sofreu qualquer penalidade anterior e tampouco teve assegurado o amplo direito de defesa.

Não é difícil relacionar a forma autoritária de tal decisão, nada comprometida com provas e argumentação (e muito menos com a comunidade acadêmica envolvida), com os arbítrios verificados especialmente no setor judiciário brasileiro.

Neste sentido, esta série de medidas disfarçadas sob a aparente neutralidade da técnica jurídica e institucional constitui uma clara violação de qualquer princípio de democracia na vida acadêmica, e como tal devem ser amplamente denunciadas e combatidas pelo que de fato o são: uma série de ataques ao ambiente acadêmico perpetrados por bandos de inspiração obscurantista coadunados com os piores retrocessos que o Brasil vem experimentando no processo de franca fascistização em curso (vide o agravamento da violação do direito à livre manifestação de pensamento e à liberdade de ensino).

Há menos de uma semana já assombrava a notícia da agressiva intimidação sofrida pelos Profs. Gilberto Maringoni, Valter Pomar e Giorgio Romano, da Universidade Federal do ABC (UFABC), devido a organização de um evento de lançamento do livro “A verdade vencerá”, de autoria do ex-presidente e atual preso político Luís Inácio Lula da Silva. A sindicância aberta pela administração universitária neste caso, a partir de denúncia anônima, é composta de interrogatório similar ao verificado nos piores momentos da ditadura civil-militar.

A perseguição a grupos marxistas é bastante anterior ao contexto do golpe de 2016, não obstante intensificar-se com este.

Urge a todas e todos que atuem de forma vigilante com medidas do tipo, que tendem a aumentar em número e aprofundar-se, jamais se furtando a amplamente denunciá-las. Esta denúncia implica, claro, também a de ocorrências preocupantes no que toca ao avanço de absurdos reacionários como o do projeto Escola Sem Partido, ponta de lança no avanço sem peias do capital sobre a educação.

Grupo de Trabalho História e Marxismo – ANPUH/RS

Grupo de Estudos sobre Marx (GMarx-USP)

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1 thought on “NOVA DITADURA EXONERA PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS, SEM DAR EXPLICAÇÕES; EM SILÊNCIO

  1. Morte aos pretorianos golpistas instalados no congresso nacional, serviçais do capitalismo selvagem internacional, sairão por bem ou por mau, quadrilha do diabo. deixem os professores em paz, restos de estrume.

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