Barraco entre diretores de institutos de pesquisa com Datafolha, Ibope e DataPoder360

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Eles trocaram farpas para defender os próprios métodos de trabalho


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Um debate entre figuras-chave de três dos principais institutos do Brasil expôs algumas das entranhas do universo das pesquisas eleitorais. Mauro Paulino, desde o final dos anos 1990 diretor do Datafolha, Márcia Cavallari, do Ibope, e Fernando Rodrigues, do Data Poder360, trocaram farpas – embaladas em generosas doses de ironia – para defender os próprios métodos de trabalho. Na plateia, jornalistas que foram a São Paulo participar do 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji. Inclusive do Intercept Brasil.

Cavallari e Paulino uniram forças para bombardear o sistema de trabalho do Data Poder360, o instituto fundado há pouco mais de um ano por Rodrigues para realizar pesquisas para o portal que ele comanda em Brasília. O Data Poder360 faz pesquisas apenas por telefone, usando um sistema automatizado – algo inédito no país. Rodrigues defende que a dele é “a que menos errou em 2016 na eleição de Donald Trump”.

“O que o Data Poder360 faz é enquete, não pesquisa”, disparou Cavallari. Para quem não é do ramo, as pesquisas eleitorais costumam utilizar uma amostra da população selecionada a partir de critérios (renda, região do país, entre tantos outros) que refletem um corte fiel do eleitorado – pelo menos em teoria. Na enquete, ao contrário, a participação é aleatória e definida por quem escolhe responder, não pelo pesquisador.

“Eu acho, com todo o respeito a vocês dois: século 21, gente. O que a gente faz se chama pesquisa, nos EUA só se faz esse tipo de pesquisa. Lá se chama pesquisa, e aqui é assim também”, replicou Rodrigues. Pouco antes, ele – que durante anos foi o principal repórter da Folha de S. Paulo em Brasília – fizera troça do Datafolha, que se orgulha de realizar apenas pesquisas presenciais, ou seja, realizadas pessoalmente por um entrevistador.

“O Datafolha faz pesquisas no Largo do Batata”, zombou o jornalista, fazendo referência a um tradicional ponto de partida da manifestações políticas em São Paulo – boa parte das marchas de junho de 2013, na cidade, partiu dali. Paulino reagiu irritado: “Não é verdade. Você escreveu sobre nossas pesquisas durante 20 anos e sabe disso.”

Ao final, quando todos já estavam em pé para ir embora, Rodrigues protagonizou um gran finale: subiu numa cadeira e para chamar a atenção. “Uma última informação”, gritou. “Eu gostaria de falar de sintaxe. Eu não sou um instituto de pesquisa. Sou uma empresa que faz pesquisa”, disse. Mas era tarde: o barulho das cadeiras e das conversas da plateia e abafou o esclarecimento.


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