TEMER DESISTE DE CANDIDATURA AO DESCOBRIR SUA INSIGNIFICÂNCIA

Dizem que para ver a ilha é preciso sair da ilha.

Essa afirmativa é correta e profunda de inúmeras maneiras. Para quem enxerga determinadas situações de fora, as condições que as definem podem parecer óbvias. Mas para quem as vivenciam internamente, imersas e enclausuradas num universo próprio onde confundem-se as causas e efeitos de seus atos, a ilusão é sempre um conselheiro mais afetuoso, ainda que nada confiável.

A abolicionista e humanitária americana, Harriet Tubman, uma vez declarou que havia libertado mil escravos e que poderia ter libertado outros mil, isso se eles soubessem que eram escravos.

É esse tipo de ilusão sobre os próprios fatores de nossa existência que impede uma avaliação honesta sobre o papel individual que cada ator – enquanto ser transformador do mundo – exerce na sociedade no qual está inserido.

E isso serve para todas as camadas sociais.

É bem verdade que quanto mais destituído de informação – e consequentemente de maior poder de transformação – maior será o nível de alienação do indivíduo.

O que torna ainda mais patética a grande e recente descoberta pela qual passou o nosso atual presidente da República.

Michel Temer, enquanto chefe de Estado, é devidamente informado sobre todos os indicadores do país que finge governar. Inclusive, obviamente, os seus índices sôfregos e risíveis de aprovação popular.

Obtuso por natureza, sempre culpou a sua estratosférica rejeição àquela velha máxima que reza que o povo é “ignorante por não perceber que fazem o bem quando lhes retiram direitos e conquistas”.

Para que a realidade lhe saltasse aos olhos, foi preciso se desencastelar e sair do seu círculo de bandidos, corruptos e babões sempre dispostos a dizer o que quer ouvir.

No Brasil real, onde prédios despencam sobre seres humanos pela absoluta falta de interesse público em resolver a garantia constitucional de habitação para todos, Temer se deparou com um país que não lhe contaram.

Humilhado e escorraçado pelo povo presente no desastre do edifício em chamas no Largo do Paissandu, o desnorteado presidente soube que fora do Palácio do Jaburu a vida não anda tão bela.

Não imagino o esforço que fez ao declarar, poucos dias depois, que o “desemprego não cresceu”, sob sua avaliação, apenas “aumentou o número dos que procuram emprego”.

É um ficcionista nato, reconheçamos. Mas não existe ficção que suporte o inexorável peso da realidade.

Michel Temer foi instado a prestar contas com o desastre que produziu a partir da sua traição e do seu golpe.

Diante a visão do cenário de terra arrasada, já avisou aos seus ministros que não irá concorrer à eleição (reeleição é somente para quem um dia já foi eleito).

A realidade lhe caiu com a dureza que lhe é peculiar. Temer vê, impotente, suas intenções de ainda possuir algum protagonismo nas eleições de outubro, esvaírem-se pelos seus dedos como as areias do tempo que contam os seus anos.

Teimer se tornou de fato um velho. Não simplesmente um velho de idade, que a todos é implacável e pode atestar dignidade e sabedoria, mas um velho da política, da ética e da decência.

O que lhe sobrou agora, depois de uma vida inteira de práticas questionáveis no submundo do poder, é que hoje não passa de um insignificante à espera de um destino nebuloso.

Seria digno de pena, se não merecesse cada insulto que lhe dirigem.

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