LULA: “NÃO SEREI PRESO E HAVERÁ JUSTIÇA NESSE PAÍS”

A edição da Caravana Lula pelo Brasil entra hoje, em seu sexto dia, na etapa catarinense. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado de Dilma Rousseff, parlamentares e integrantes de movimentos sociais, participa de ato público em defesa da educação em Florianópolis, depois de a comitiva realizar reunião com reitores e diretores universitários do estado.

À noite, está programado ato público em Chapecó, a 550 quilômetros da capital, localidade que amanheceu contaminada pelo clima de tensão que marcou a passagem por Passo Fundo, na tarde desta sexta-feira (23). Um grupo de fascistas se aproximou da Praça Coronel Bertaso, onde haverá a manifestação com tratores, relhos e fogos de alto impacto, e chegou a dirigir ameaças de agressão aos organizadores do ato.

A tensão foi debelada, após ação determinada autoridades acionadas pelos apoiadores da caravana. O local combinado para o ato ficou reservado para o público apoiador da caravana. Os opositores terão de se reunir em outro ponto. Ontem, a polícia não impediu o bloqueio da caravana.

A atividade de encerramento, por sua vez, em São Leopoldo, teve grande participação popular e devolveu o clima de festa cívica habitual das passagens da caravana. E Lula discursou para milhares de pessoas com a energia peculiar.

“Não fiquem nervosos porque aconteceu a manifestação (contrária à caravana) em Passo Fundo. Aconteceu também em Bagé. No dia 27 de junho de 2005, quando anunciei a criação da Unipampa tinha 40 mil pessoas para bater palma para mim. Agora tinha meia dúzia de tratores que cercaram a Universidade para a gente não ir. E o que é mais grave, o Ministério Público, exortando das suas funções, mandou uma carta ao reitor dizendo que me receber era fazer política. Nós chegamos lá e não tinha quem recebesse a gente, mas estava cheio de aluno”, lembrou, citando ainda os atos “extraordinários” em São Borja e em Livramento, com Pepe Mujica.
E voltou a falar de projetos de retomada. “Eles sabem que nós sabemos como consertar esse país. Agora estou mais esperto, mais calejado. E quero voltar para que o mundo aprenda a respeitar esse país. Não podemos permitir que eles desmontem o Brasil, o BNDES, destruindo a Caixa Econômica, a indústria naval que em Rio Grande chegou a ter 24 mil trabalhadores. Agora compram na Ásia, a gente gerando emprego na Coreia, na China”, listou, para em seguida provocar: “Eu que já tô velhinho, podia estar em casa descansado, quero dizer para eles que tenho 72 anos de idade, energia de 30 e tesão de 20”.

Lula estava acompanhado de Dilma, do ex-ministro Miguel Rossetto, pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, do ex-governador Olívio Dutra, do prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi (PT), e da deputada estadual (PCdoB-RS) Manuela D’Ávila, também pré-candidata à Presidência da República.

“A gente não pode fazer o jogo rasteiro que eles estão fazendo. Não podemos utilizar as mesmas armas. Não vamos dar a outra face, mas não vamos ser ignorantes, não vamos cercar ninguém. Vamos ensinar para eles, que são cabos eleitorais de um candidato e muita gente aposentada da polícia, e ficaram nervosos porque eu disse que muitos estavam com as máquinas que nem pagaram aos governo. Tem duas alegrias para alguns fazendeiros: uma é quando conseguem os créditos do Banco do Brasil e a outra é quando não pagam”, criticou Lula.

O ex-presidente voltou a questionar a perseguição judicial e afirmou ser vitima de uma mentira do jornal O Globo que desencadeou uma sucessão de mentiras: o “inquérito mentiroso” da Lava Jato, a “acusação mentirosa” do Ministério Público, a “decisão mentirosa” do juiz Sérgio Moro. “Se eu tivesse o rabo preso eu não estaria gritando contra eles. Não vou ser preso porque não cometi nenhum crime e tenho certeza que nesse pais haverá justiça”.

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Urbs Magna via Rede Brasil Atual e Brasil247

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