Lava Jato acaba após condenação de Lula com processos de Alckmin, Serra e Aécio arquivados

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Com a repercussão externa pior do que se esperava sobre julgamento de Lula no TRF-4 a Lava Jato começa a chegar ao seu final e o sinal é o arquivamento de três processos ligados aos caciques do PSDB, Aécio, Serra e Alckmin. Como bem diriam historiadores afeitos a ironia, a Lava Jato acaba de atravessar o Rubicão e vale a pesquisa sobre a etimologia do termo.

O caso de Aécio chama bastante atenção, em comparação com a do ex-presidente Lula. Enquanto um processo contou com a leitura super-humana do revisor do processo, o Desembargador Paulsen, lendo mais de 8 mil páginas, aproximadamente, em apenas 6 dias, o caso de Aécio, ocorrido em 1998, foi pautado somente agora e, obviamente, arquivado. Foram 20 anos para o julgamento de Aécio e algumas semanas para o julgamento do ex-presidente Lula.

Já o caso de José Serra que conta com recebimento de milhões em propina, inclusive para uso pessoal, o arquivamento se deu pelos seus mais 70 anos e também por ter ocorrido há mais de 6 anos. Mas e o caso do Triplex, também não tem mais de 6 anos e Lula não tem mais 70 anos? Exato, porém, o pedido de arquivamento foi negado pelo TRF-4.

O caso de Alckmin, ligado ao metrô, dispensa qualquer explicação, por não tê-la. Frente ao caso de Lula, o arquivamento desse processo chega a ser uma piada. Coisas da justiça de São Paulo, governada há mais 30 anos por tucanos, com uma ou outra rara interrupção.

Quanto à Lava Jato, era necessário dar desfecho ao filme, que já emplaca uma segunda edição. O que deixa mais interessante para o filme que foi um fracasso de bilheteria, mas tem que ser filmado o segundo episódio, para manter o Lowfare com a participação luxuosa do desembargador Paulsen começando seu voto da seguinte maneira: “A Lei é Para Todos”, como bem diz o título do filme.

O mundo e a ONU começam a ver o que ocorre no Brasil, em um caminho quase inevitável, uma marcha em direção ao fascismo de mercado, uma ditadura do judiciário que no âmbito internacional começa a prejudicar até a própria ONU, quando a UNESCO começa a ser esvaziada pelos EUA e Israel. De grande protagonista no mundo, à insignificância em Davos, foram apenas dois anos. A decadência de nossa democracia pode ser mais duradoura que isso e, talvez, irreversível nos próximos 20 anos. Só para lembrar, a “Teoria do Domínio do Fato” foi uma criação Alemã, protonazista, quando se buscava uma caça às bruxas na República de Weimar (República Alemã que ruiu e ascendeu o nazismo). O que virá depois disso?

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