FINANCIAL TIMES: “Condenação de Lula não engrandece Brasil”, alfineta o jornal

28 de janeiro de 2018 4 Por Redação Urbs Magna
FINANCIAL TIMES: “Condenação de Lula não engrandece Brasil”, alfineta o jornal

ft-lula-editCondenação de Lula não engrandece Brasil, diz editorial do ‘Financial Times’ em que desaprova a empolgação do mercado e dos críticos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

FT chama de erro a ideia de que sua condenação é uma conspiração e chama de ”triste” e ”preocupante” a situação política do Brasil em um ano de eleição.

”As ramificações da potencial proibição da candidatura de Lula revelam o vácuo de lideranças no coração do Brasil, e a ausência de alternativas”, diz a análise.

”É impressionante que um país tão carismático quanto o Brasil não tenha produzido uma nova geração de políticos que mereçam o nome. Atualmente em segundo lugar nas pesquisas está Jair Bolsonaro, um ex-militar cujas opiniões fazem os tuítes de Trump parecerem suaves. Isso não é grande; isso é triste. Com apenas nove meses até a eleição, isso também é preocupante”, complementa.

O jornal defende a imparcialidade da Lava Jato, mas destaca a opinião do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de que a prisão de Lula seria ruim para o país. Segundo o ”FT”, o Brasil ”precisa de um partido forte de esquerda, como o PT”.

Além disso, diz o jornal, proibir Lula de disputar as eleições também vai polarizar ainda mais um país que está frustrado com os políticos e com raiva da sua situação.

Após uma primeira rodada de análises positivas da condenação na imprensa internacional especializada em economia, é impressionante notar que duas das principais publicações internacionais se mostraram sóbrias e equilibradas em suas análises do julgamento de Lula em segunda instância. Assim como o ”FT” critica a situação política do Brasil em geral, a revista ”The Economist” já tinha indicado que a condenação vai afetar as próximas eleições, criando um processo ”confuso” e ruim para o país.

”É notável que uma corte tenha que decidir os rumos da eleição presidencial do Brasil, em vez de eleitores”, diz o ”Financial Times”.

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