Dono da Folha festeja eleições sem Lula

28 de janeiro de 2018 0 Por Redação Urbs Magna
Dono da Folha festeja eleições sem Lula

Em artigo publicado neste domingo com o título de “Lula no Ostracismo”, Otávio Frias Filho, dono da Folha, considera positiva a realização de uma eleição presidencial sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera todas as pesquisas e poderia vencer em primeiro turno.

Segundo Frias, o Brasil terá agora uma eleição “menos crispada”, sem atentar para o fato de que o País, agora não mais uma democracia, terá apenas um simulacro de eleição, sem respeito à soberania popular.

“Com Lula fora de cena, mas atuante no pano de fundo, talvez seja menos crispado um processo eleitoral que se previa belicoso”, diz Frias. No seu artigo, ele também prevê a queda de Jair Bolsonaro.

A melhora que estará em curso na economia deve disseminar um fator de bem-estar relativo na população. São efeitos que desfavorecem a candidatura de um ultraconservador como Jair Bolsonaro (PSC-RJ, com pouco menos de 20% das intenções), cuja ascensão costuma acontecer em cenários de crise econômica e polarização aguda, o que não está no horizonte“, afirma.

Voz do establishment, Frias afirma que quem, hoje, representa este campo é o governador paulista Geraldo Alckmin.

O candidato que galvaniza nesta fase o establishment (os economistas liberais, a direita moderada, os conservadores civilizados) é o governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin. Acreditam que a federação de centro-direita que administra o país há dois anos cedo ou tarde virá por gravidade para sua candidatura um tanto anódina, e que o eleitorado, cansado de tantos fogos de artifício, fará uma escolha moderada e sóbria“, afirma.

No entanto, Frias reconhece fragilidades no político paulista.

Caso Alckmin continue a exibir números anêmicos nas pesquisas, no entanto, nada impede que esse bloco liberal-conservador o abandone, optando pela candidatura de Marina Silva (Rede) ou de algum outsider conhecido do público e lançado diretamente ao centro da arena. A política, porém, é uma profissão como qualquer outra, e são raros, apesar dos estranhos tempos que correm, os amadores que não sucumbem em seus pântanos.“, encerra.

Urbs Magna via 247

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