O PT processou os apresentadores Luciano Huck, Faustão e a Rede Globo

9 de janeiro de 2018 0 Por Redação Urbs Magna
O PT processou os apresentadores Luciano Huck, Faustão e a Rede Globo

O apresentador da TV Globo Luciano Huck, que nega ser candidato às eleições presidenciais deste ano, junamente com Faustão e a Rede Globo, tornaram-se alvo de um processo do PT.

Huck cometeu e se beneficiou de abuso de poder econômico e dos meios de comunicação no “Domingão do Faustão”, neste domingo (7).

Paulo Pimenta e Lindbergh Farias pedem inelegibilidade de Huck e a cassação de seu eventual registro de candidatura, além de pagamento de multa.

O programa exibiu a demonização da atual política, dos políticos, dos pré-candidatos ao cargo presidencial, e a exaltação da pré-candidatura de Luciano Huck.

O apresentador usou “uma estrutura midiática que nenhum outro pré-candidato terá acesso, causando interferência antecipada na lisura e na igualdade da disputa presidencial que se avizinha.”

O abuso do poder econômico em eleições é “a utilização excessiva, antes ou durante a campanha eleitoral, de recursos financeiros ou patrimoniais buscando beneficiar candidato, partido ou coligação, afetando, assim, a normalidade e a legitimidade das eleições.”

“Por uso do poder econômico entende-se o emprego de dinheiro mediante as mais diversas técnicas, que vão desde a ajuda financeira, pura e simples, a partidos e candidatos, até a manipulação da opinião pública, da vontade dos eleitores, por meio da propaganda política subliminar, com a aparência de propaganda meramente comercial”.

Luciano Huck voltou a negar sua candidatura presidencial neste ano. Ele disse que atuará no recrutamento de novos candidatos — o apresentador chegou a citar sua participação nos movimentos Agora! e Renova Brasil, voltados para a formação de novas lideranças políticas.

“Minha missão esse ano é tentar motivar as pessoas a que votem com muita consciência e que a gente traga os amigos que estão a fim para ocupar a política, senão não vai ter solução. Eu nunca, jamais, vou ser o salvador da Pátria, e o que vai acontecer na minha vida eu também não sei”, disse Huck. “Neste momento, ainda acho que meu papel com esse microfone na mão e aqui na Globo, e motivando as pessoas, pode ser até mais importante do que estar lá.”

Na entrevista, o apresentador disse que a sociedade está “envergonhada da classe política” e que é necessário aproveitar “essa fratura exposta que aconteceu no Brasil nos últimos dois anos, de derretimento da classe política para reocupar esse espaço, ressignificar as coisas e tentar de fato botar um pouco de ética.”

Huck também deu sua visão sobre o que precisa ser feito para o país melhorar. Segundo ele, “pequenos deslizes do dia a dia, que a gente chama de ‘jeitinho brasileiro’, estão na raiz da corrupção endêmica que temos lá na frente”. O apresentador defendeu ainda que “não dá para falar em meritocracia no Brasil quando a oportunidades são diferentes. O único jeito de igualar para todo mundo é a educação ser boa para todos”.

Em texto publicado pela “Folha de S. Paulo” em novembro, Huck já havia dito que não seria candidato a presidente. Apesar da negativa, o apresentador teria pedido ao Ibope para que seu nome não fosse retirado das pesquisas de intenção de voto, e continuaria sendo assediado por partidos políticos, como o PPS.

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