Zezé Perrella, do Helicoca, diz que sempre ajudou drogados em clínicas

6 de janeiro de 2018 Off Por Redação Urbs Magna
Zezé Perrella, do Helicoca, diz que sempre ajudou drogados em clínicas

Zezé Perrella deu uma entrevista ao jornal Hoje em Dia em que falou sobre o Helicoca:

HD – Em relação ao famoso caso do helicóptero. É um fardo que, mesmo com a condenação do piloto, te persegue.
ZP –
Quero falar tudo abertamente. Em 2013, o estelionatário e safado do meu piloto, que se dizia evangélico e que dizia eu deveria buscar a Deus, pegou nosso helicóptero para fazer tráfico. Isso me fez sofrer demais, assim como minha família inteira.
          Às vezes vejo pessoas fazendo graça. O piloto estava grampeado pela Polícia Federal e nestes grampos ele fala abertamente com o resto da gangue que teria “que esperar o Senador e o filho dele viajarem para fazerem aquela parada.
          Estavam todos comprometidos e a polícia sabia que não tínhamos nenhum envolvimento naquele episódio. É o mesmo que pode acontecer com o dono de uma transportadora, caso o motorista enfie cocaína no veículo. Que culpa ele tem?
HD – Esse episódio te rotulou, mesmo conseguindo provar que não teve participação. Como é lidar com as marchas de carnaval e os xingamentos, principalmente, nas redes sociais?
ZP –
 “Eu saio muito tranquilo e vou aonde quero. Saio à noite e nem ando com segurança. Claro que algum engraçadinho pode fazer alguma piada, porque o pessoal é maldoso. Se as pessoas quisessem saber realmente o que aconteceu, é muito simples. O delegado da PF, já na época, deu entrevista longa dizendo que nós não tínhamos envolvimento algum neste caso. Nós sempre ajudamos as pessoas em clínicas de drogados e jamais tornamos isso público ou fizemos propaganda disso. Foi uma coisa que me deixou chateado por ter envolvido a minha família, mas pode acontecer com qualquer pessoa. Fui vítima de um canalha que, graças a Deus, foi julgado e pegou 10 anos de cadeia. Toda gangue foi desmascarada. Ela tinha ramificações na Colômbia, no Equador, nos Estados Unidos e no México.
HD – Ficou um prejuízo moral?
ZP –
 “Demais. Só o fato de ficar explicando isso é uma coisa que machuca muito. Mas o que vale é minha consciência. Eu me preocupo muito com a opinião das pessoas que me conhecem e que gostam de mim.
          As pessoas deveriam fazer uma análise simples: eu tenho uma construtora que nunca fez uma obra pública. Poderia ter feito obras em troca de votos e nunca fiz. Já teve centenas de delações premiadas e você nunca viu o meu nome nelas.
          A própria Friboi, que financiou 1980 campanhas pelo Brasil inteiro, nunca deu R$ 1 para mim ou para o meu filho. Não tem ninguém que tenha me dado dinheiro, legal ou ilegalmente. Sempre fiz minhas campanhas com recursos próprios e paguei caro por isso.
          Se eu tiver que sair da vida pública, saio com minha consciência tranquila. Não estou falando isso para dizer que sou diferente de alguém; eu só não roubei.  A política está muito criminalizada.

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