#FORATEMER

Assassinato de Teori, lawfare Lula/Moro e deleções da JBS abalaram o país em 2017

Uma das frases que marcaram 2017 foi “Tem que manter isso, viu?”, do presidente Michel Temer.

Contudo, outros temas relacionados à justiça e à política abalaram o ano no país. Confira:

Morre Teori Zawascki

19.1 | O avião no qual viajava o ministro Teori Zavascki , relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), cai em Paraty (RJ). Enquanto teorias conspiratórias levantam a hipótese de sabotagem, o paranaense Edson Fachin é sorteado para substituir o magistrado catarinense – abrindo espaço para a entrada do ex-ministro da Justiça do governo Temer, Alexandre de Moraes, na Corte.

Diálogos republicanos

17.5 | O jornal O Globo revela gravações feitas por Joesley Batista, dono do JBS, em encontro com o presidente Michel Temer na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu. Em uma delas, Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB- PR) para receber R$ 500 mil de propina e resolver um assunto do interesse da companhia. O acerto valeria a promessa de R$ 480 milhões a Temer. Para sacramentar o acordo, novo encontro seria realizado em São Paulo, dessa vez entre Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor da JBS e também delator. Em um café, eles acertaram o pagamento de R$ 500 mil semanais durante 20 anos. O primeiro repasse foi entregue ao deputado em uma pizzaria paulistana – tudo filmado pela PF. Temer também teria avalizado repasse para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha ( PMDB) e do doleiro Lúcio Funaro, ambos presos.

Tem que manter isso, viu?

Em outra gravação , Joesley registra o senador e então presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, pedindo R$ 2 milhões. A entrega do dinheiro a um primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, também foi filmada pela PF. Rastreamento posterior feito pela PF demonstra que o dinheiro foi depositado em uma empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).

A delação da JBS embasou denúncia da Procuradoria Geral da República contra Temer – rejeitada pela Câmara após muito toma-lá-dá-cá. Aécio, igualmente denunciado, também se safou.

Fora temer

17.5 | Após a divulgação da gravação entre o presidente Temer e o empresário Joesley Batista, uma onda de manifestações toma conta do país em 19 Estados e no Distrito Federal pedindo a afastamento do peemedebista do cargo. Em Florianópolis, grupos convocados pelo PT e outros partidos, grupos de esquerda, movimentos sociais e outras centrais sindicais foram registrados no Centro e na Avenida Beira-Mar.

Moro x Lula

10.5 | Em depoimento de quase cinco horas ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, o ex-presidente Lula refuta a acusação de que teria ganho um tríplex no Guarujá (SP) da empreiteira OAS. De acordo com o líder petista, quem havia se interessado pelo imóvel foi a ex-primeira-dama, Marisa Letícia, morta em fevereiro. Apesar de Lula negar as irregularidades apontadas nas investigações, em 12 de junho Moro o condena a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Lula em depoimento ao juiz Sérgio Moro Foto: Reprodução / JFPR

13.9 | O s egundo depoimento de Lula a Moro gira em torno de denúncia de que o ex-presidente teria recebido propina da Odebrecht para compra de um terreno destinado a abrigar a sede do Instituto Lula em São Paulo e de um apartamento vizinho ao que o petista reside em São Bernardo do Campo (SP). Em troca, a empreiteira teria sido beneficiada em contratos com a Petrobras.

Antimarketing

12.5 | O casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura , responsáveis pelas campanhas vitoriosas de Lula e Dilma à presidência da República, afirmam que os dois petistas estavam cientes de uma série de delitos que viabilizaram eleições bem-sucedidas no Brasil, na América Latina e na África. A ex-presidente teria recomendado ao casal abertura de conta num paraíso fiscal e usou e-mail para alertar sobre ordens de prisão. Mônica confirma que o caixa 2 seria regra. Malas de dinheiro iriam e viriam, no país e no Exterior, e até na sauna teriam sido acertadas propinas. O casal também acordou o pagamento de multa de R$ 6 milhões e se comprometeu a abrir mão de US$ 21,6 milhões depositados em uma conta na Suíça.

Cega & célere

12.12 | O TRF-4, em Porto Alegre, marca o julgamento da apelação de Lula no processo pelo qual foi condenado por Moro para 24 de janeiro de 2018 . A sessão ocorrerá 196 dias após a sentença de primeira instância. Nenhuma outra das 23 apelações da Operação Lava-Jato já julgadas pela Corte tramitou tão rápido. Em média, o TRF4 tem levado 15,6 meses para julgar uma apelação, tempo quase três vezes superior ao previsto para o ex-presidente.

” Pelo visto, nós não aprendemos e continuamos caindo reincidentemente nessa questão de acreditar nessa sedução.”

Fernando Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental , ao relatar a suposta negociação de pagamento de Caixa 2 à campanha de reeleição de Raimundo Colombo (PSD) ao governo de Santa Catarina em troca de favorecimento na venda de ações da Casan. O governador nega a acusação.

A lista de Fachin

12.4 | Da direita à esquerda, do presidente da República a vereadores, a ”delação do fim do mundo” da Odebrecht envolve praticamente todas as esferas de poder no país . Entre os catarinenses, estão relacionados:

No STF
Dalírio Beber (PSDB), senador
Napoleão Bernardes (PSDB), prefeito de Blumenau
Por quê: teriam recebido R$ 500 mil no caixa 2 (doação empresarial não declarada à Justiça Eleitoral) para a campanha de Napoleão Bernardes à prefeitura de Blumenau em 2012.

Décio Lima (PT), deputado federal
Ana Paula Lima (PT), deputada estadual
Por quê: teriam recebido R$ 500 mil no caixa 2 para a campanha de Ana Paula Lima à prefeitura de Blumenau em 2012.

No STJ
Raimundo Colombo (PSD), governador
Ênio Branco (PSD), diretor da Celesc
José Carlos Oneda (PSD), diretor da Celesc
Por quê: teriam recebido R$ 2 milhões para a campanha de Colombo ao governo em 2010.

No TRF-4
Jean Kuhlmann (PSD)
, deputado estadual
Por quê: teria recebido R$ 65,6 mil em 2004, quando era vereador de Blumenau, pela falsificação de recebimento de faturas de serviços prestados e não pagos, e R$ 500 mil por meio de caixa 2 para a campanha à prefeitura de Blumenau em 2012.

Na Justiça Federal do Estado
Ideli Salvatti (PT),
ex-senadora
Carlito Merss (PT), ex-prefeito de Joinville
Por quê: teriam recebido R$ 300 mil no caixa 2 para a campanha eleitoral de Ideli ao governo em 2010.

Fonte: Diário Catarinense

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