Golpe 2016

[Vídeo] “Moro é um mentiroso” que teve medo de ouvir depoimento de T. Durán

Assista ao vídeo abaixo e leia a matéria a seguir

Sérgio Moro negou, por três vezes, depoimento do ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Durán, como testemunha na Lava Jato utilizando, para a recusa, argumentos falsos.

O ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran rebateu os argumentos utilizados pelo juiz Sérgio Moro, que negou, por três vezes, seu depoimento como testemunha na Lava Jato. Segundo Tacla Duran, para rejeitar os pedidos feitos pela defesa de Lula, o juiz de Curtiba utilizou argumentos falsos.

No despacho, do dia 28 de novembro, Moro alegou que a oitiva seria inviabilizada em razão de não haver a indicação do endereço da residência de Tacla Duran, na Espanha, e que ouvir testemunha no exterior é “sempre custosa e demorada”. Entretanto, em depoimento prestado aos advogados de Lula, no dia 12 de dezembro, na presença de um escrivão, Tacla Duran afirmou que o endereço em que vive em Madrid consta nos documentos dos processos em que Sérgio Moro e os procuradores têm a disposição.

Como prova, o ex-advogado da Odebrecht conta que a Lava Jato, em cooperação com a justiça da Espanha, chegou a marcar um depoimento para ouvi-lo em Madrid. “Isso [os argumentos de Moro] chega a ser estarrecedor. No dia 4 de dezembro, a Procuradoria do Paraná encaminhou um pedido para a justiça espanhola para que eu fosse ouvido, no qual os procuradores do Brasil se comprometiam a vir a Madrid para tomar meu depoimento.

Eu fui à audiência, mas os procuradores não apareceram”, relata Tacla Duran. Líder do PT na Câmara, o deputado federal Paulo Pimenta (RS) diz não ser compreensível o temor de Sérgio Moro em ouvir Tacla Duran. De acordo com o parlamentar, o Poder Judiciário não pode servir para o acobertamento de crimes, nem ser utilizado como um instrumento privado para oferecer proteção a parentes ou a quem quer que seja.

“É um caso inédito no Brasil. É a primeira vez que um juiz tem medo de ouvir o que uma testemunha tem a dizer para esclarecer e colaborar com o processo. Crescem as evidências de que Sérgio Moro está usando sua autoridade para proteger alguém”, desconfia Pimenta. Pimenta diz que é “evidente” que os procuradores de Curitiba pediram a Sérgio Moro para ouvir Tacla Duran antes de saber o que o ex-advogado da Odebrecht tinha a dizer. “Quando vieram à tona as denúncias sobre o pedido de propina feito por um compadre de Sérgio Moro a Tacla Duran, eles mudaram de estratégia”, observa o deputado. A partir daí, prossegue Pimenta, Sérgio Moro e a Lava Jato passaram a rejeitar qualquer pedido que envolva o nome do ex-advogado da Odebrecht como testemunha. “Agora, Moro e os procuradores não têm mais interesse no depoimento de Tacla Duran. Mas isso não pode ser assim. Os procuradores não podem escolher o que querem ouvir. Quando eles deixam de investigar algo, quando se omitem, podem até cometer um crime, o de prevaricação”, aponta Pimenta. Em agosto desse ano, Tacla Duran acusou o compadre do juiz Sérgio Moro de oferecer “facilidades” aos delatores da Lava Jato junto ao MPF e ao Poder Judiciário, por meio do pagamento de propina de R$ 5 milhões. Recentemente, em depoimento à CPI da JBS, Tacla Duran reafirmou todas as acusações que podem colocar o juiz Sérgio Moro no centro de um dos maiores escândalos do Poder Judiciário brasileiro. Nesta sexta-feira (15), os advogados de defesa de Lula fizeram um novo pedido ao juiz Sérgio Moro para que Rodrigo Tacla Duran seja ouvido como testemunha na Lava Jato.

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