FIESP indiciada por financiar golpe contra PT e Dilma

7 de dezembro de 2017 1 Por Redação Urbs Magna
FIESP indiciada por financiar golpe contra PT e Dilma

PF indicia Skaf da FIESP e Steinbruch da CSN, ambos financiaram protestos contra Dilma

Via G1

Polícia Federal de São Paulo abriu inquérito para investigar o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf (PMDB-SP), o presidente da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), Benjamin Steinbruch, e o ex-ministro Antônio Palocci por suspeita de corrupção ativa e passiva.

Em nota, a Fiesp afirmou que todas as doações recebidas pela campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo “estão devidamente registradas na Justiça Eleitoral, que aprovou sua prestação de contas sem qualquer reparo.”

“A assessoria de Paulo Skaf reitera nunca pediu e nem autorizou ninguém a pedir qualquer contribuição de campanha que não as regularmente declaradas.”

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da CSN e com os advogados de Palocci e aguarda retorno.

A investigação tem como base a delação premiada de Marcelo Bahia Odebrecht, ex-presidente do Grupo Odebrecht, que afirmou que a organização, a pedido de Benjamin Steinbruch, repassou R$ 14 milhões a Antônio Palocci Filho e R$ 2,5 milhões a Paulo Antônio Skaf, em razão de um compromisso assumido por Benjamin com o Partido dos Trabalhadores (PT) e com Paulo Skaf. Steinbruch é presidente da CSN e também vice-presidente da Fiesp.
“No termo de depoimento do colaborador Marcelo Bahia Odebrecht, segundo petição número 6820, da Procuradoria-Geral da República, o grupo Odebrecht, a pedido de Benjamin Steinbruch repassou R$ 14 milhões a Antônio Palocci Filho e R$ 2,5 milhões a Paulo Antônio Skaf, em razão de um compromisso assumido por Benjamin com o Partido dos Trabalhadores e com Paulo Antônio Skaf, o que pode configurar a prática dos crimes previstos nos artigos 317 (corrupção passiva) e 333 (corrupção ativa), ambos do Código Penal, sem prejuízo de outros porventura descobertos no curso da investigação criminal” , diz o documento que solicita a investigação.
Anúncios