Procuradora do Rio diz que Rodrigo Janot foi destituído por ORCRIM infiltrada no aparato estatal

Procuradora da República em Petrópolis/RJ Monique Cheker, que se apresenta como mãe, esposa e cidadã na defesa do meio ambiente e dos animais em sua página oficial no microblog Twitter, fez uma declaração naquela rede social acusando indiretamente Michel Temer de liderar uma Organização Criminosa infiltrada no Brasil.

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Sem mencionar outros nomes senão o de Rodrigo Janot, Cheker publicou de modo subjetivo que o ex-Procurador-Geral da República foi arrancado de sua cadeira e substituído por Raquel Dodge por conta de suas duas últimas denúncias contra o presidente peemedebista.

Na sequência, a procuradora divulga um artigo intitulado “Rodrigo Janot, meu amigo, é um homem honrado” de Eros Grau, ex-ministro do STF e amigo de Janot, que fala sobre a crise enfrentada pelo ex-PGR. Confira:

Anos sessenta. Almoçavam todos em família, um domingo. Ao dono da casa, um velho desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, um filho perguntou a respeito de um habeas corpus que — notícia publicada nos jornais da manhã — havia sido distribuído a sua relatoria. Um caso bombástico, a imprensa noticiando com enorme destaque a prisão de um sujeito tido por importante, se bem lembro acusado de um crime passional. O pai olhou bem nos seus olhos, disse que ainda não lera os autos e mudou de assunto.

Anos após esse filho, um grande advogado meu amigo, contou-me ter aprendido uma bela lição naquele almoço.

Ninguém jamais me perguntou a respeito dos processos judiciais instaurados por iniciativa do Procurador Geral da República Rodrigo Janot, mesmo porque — sem os ter lido, nem mesmo examinado — nada eu poderia responder.

Se perguntassem eu lembraria uma lição que aprendi com Sartre e reproduzi em um livro que escrevi a respeito dos juízes. Lição que se aplica também aos membros do Ministério Público. Cada um deles pode ser tudo, na medida em que não é perpetuamente juiz ou promotor de justiça. Mas enquanto estiver exercendo sua função há de representar esse papel, nos termos do que determinam as leis, ainda que contra sua vontade.

Não conheço os autos, mas sei que Rodrigo Janot, meu amigo desde há muitos anos, é um homem honrado. Um homem que desempenhou suas funções com retidão e dignidade. Por isso me recuso a ficar em silêncio.

Aprendi nas Arcadas do Largo de São Francisco — lá onde mora a amizade, na velha Academia — que ela é mais sublime do que possa parecer e está além da lei quando coloque em confronto dois ou mais amigos meus.

Eros Roberto Grau – Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal

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