“Ninguém deveria votar em Lula porque ele é um condenado”, disse Carlos Lima

Jornal GGN – O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, membro da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, disse em entrevista à Folha que nenhum cidadão deveria votar em um candidato que já foi condenado por corrupção. A declaração foi feita após a reportagem perguntar o que ele e o colega Deltan Dallagnol achavam do fato de que Lula aparecer como favorito para a corrida de 2018 nas pesquisas de opinião.
“Entendemos que uma pessoa que cometeu atos de corrupção não deve ser eleita. Qualquer pessoa. A Ficha Limpa está aí para isso. A pessoa condenada por corrupção não deve ser candidata”, disse Lima. Dallagnol ficou em silêncio.
Na sequência, Folha questionou se os procuradores pretendem fazer campanha em 2018. Dallagnol disse que “existem movimentos da sociedade no sentido de construir iniciativas que possam fazer com que as eleições de 2018 produzam candidatos comprometidos com a integridade.” Ele denotou que apoiaria ‘”pessoas que comunguem com princípios democráticos, tenham um passado íntegro e um compromisso com a implementação de uma agenda anticorrupção.”
Lima respondeu: “Estou me encaminhando para me retirar da Lava Jato e me aposentar assim que possível. (…) todos estamos dispostos a lutar pessoalmente por mudanças.” Ele fez menção de ajudar a concluir a reciclagem das 10 medidas contra a corrupção, um projeto que será encaminhado com o apoio da Fundação Getúlio Vargas.
ERROS E GRAMPO EM DILMA E LULA
Questionados sobre as críticas que a Lava Jato enfrentou ao longo dos anos, os procuradores disseram que foi um risco a ser enfrentado por causa da transparência e da estratégia de comunicação que foram adotados.
Na esteira, Folha lembrou da polêmica do grampo em Dilma Rousseff e Lula, vazado à imprensa para impedir a posse do ex-presidente. Os dois colocaram a responsabilidade em Sergio Moro, mas não denotaram nenhum arrependimento em participar da trama. Ao contrário, disseram que Dilma não tinha direito a privacidade.
“Um agente público não tem mais direito à privacidade, tem um direito menor do que o cidadão comum. Quem vive uma vida pública deve se submeter a um escrutínio maior da população. Muitas vezes parece que alguns envolvidos nesses fatos acreditam que tinham um direito especial de privacidade por serem autoridades”, disse Lima.
“Uma decisão como aquela não é de política de comunicação, é uma decisão jurídica sobre o princípio da publicidade. É coerente com todas as decisões prévias e posteriores. Em regra na Lava Jato, todos os processos são públicos, salvo quando existe uma excepcional justificativa para que o sigilo seja mantido. Boa parte das críticas à atuação existiriam ainda que não houvesse transparência, porque há grandes interesses envolvidos impactados pelas investigações”, acrescentou Dallagnol.
Anúncios

2 Comments

  1. Onde estão o tesoureiro do PSDB? É Porque os ladrões do PSDB se safam? Lula foi condenado sem provas apenas por perseguição política de um juíz acusador e por procuradores canalhas.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Perguntem a esses procuradores, porque a gente não ouve telefonemas do presidente dos Estados Unidos espalhados na imprensa e nas redes sociais em nome do princípio da publicidade?

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: