“É mais fácil Moro deixar o Brasil (ele está fugindo) do que Lula”, já dizia um advogado em Genebra

18 de novembro de 2017 0 Por Redação Urbs Magna
“É mais fácil Moro deixar o Brasil (ele está fugindo) do que Lula”, já dizia um advogado em Genebra

Não há absolutamente nenhuma evidência de que Lula tenha cometido qualquer crime ou tenha recebido qualquer tipo de renumeração ilegal enquanto esteve à frente da Presidência da República. Então, por que está sendo processado? Porque setores da imprensa, da política e da elite brasileira não querem que ele participe do processo eleitoral de 2018”, explicou o advogado australiano.

Já Cristiano Zanin aproveitou para explicar todos os pontos na conduta de Sérgio Moro que levaram a Defesa do ex-presidente a entrar com uma ação na ONU contra as ilegalidades praticadas pelo juiz de primeira instância.

A postura de Moro contraria o Pacto Internacional de Defesa dos Direitos Humanos do qual o Brasil é signatário. Lembramos que Lula foi detido e tirado de casa às 6h da manhã para depor, sendo que jamais tinha se recusado a atender a qualquer autoridade; ele teve suas conversas telefônicas grampeadas ilegalmente e depois repassadas para a imprensa, incluindo diálogos que manteve com amigos, familiares e até nós, seus advogados; ele teve violado seu direito de construir provas periciais no processo que sofre sob o comando de Sérgio Moro, que só está levando em conta testemunhos obtidos por meio de delação premiada”, disse Zanin

O advogado de Lula lembrou ainda: “Sérgio Moro chegou a devolver os passaportes de suspeitos que tinham tido o documento apreendido, apenas para que estes pudessem ir aos Estados Unidos e depor como testemunha de acusação em ações mantidas na Justiça americana contra a Petrobras. Esses suspeitos foram para lá de posse de documentos fornecidos pelo juízo de Moro. A Petrobras teve prejuízos bilionários por esta atitude”.

Na ocasião, o ex-presidente participou da coletiva, por meio de uma transmissão de internet, falando de São Paulo e lembrou que foi durante seu governo que os órgãos de fiscalização e controle receberam o maior volume de investimento e autonomia nos últimos anos, para que seu alcance investigativo chegasse aonde quer que fosse necessário: “Ampliamos a inteligência e a autonomia da Polícia Federal. Agora, não se pode fazer um processo em que a manchete do jornal vale mais do que as provas”.

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