UNESCO premia astronauta de CUBA com medalha em Ciências Espaciais.

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A honraria representa o reconhecimento da contribuição do cosmonauta no campo das ciências a serviço do desenvolvimento do mundo.

Arnaldo Tamayo Méndez é um cosmonauta cubano – o primeiro de seu país e da América Latina. Quando em atividade, ele integrou o programa espacial soviético Intercosmos em 1980, além de ser piloto de combate e herói da República da Cuba.

Tamayo Méndez receberá a premiação em uma cerimônia prevista para a sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 27 de outubro, de acordo com a Cubaminrex.

A regra da premiação foi estabelecida em 29 de junho pelo Diretor-Geral da Unesco, Irina Bokova, objetivando identificar cientistas proeminentes, figuras públicas e organizações que contribuem para o desenvolvimento das ciências espaciais, dentro das prioridades dessa organização.

Nesta primeira edição, os premiados também incluem cientistas e astronautas líderes da China, Japão, Reino Unido e Rússia, selecionados pela Comissão Internacional para a Criação da Enciclopédia da Unesco, Ciência Espacial.

Foto: Arquivo

A cerimônia de premiação também será oportuna para a comemoração do 70º aniversário da adesão de Cuba à Unesco, bem como a celebração dos 37 anos do voo conjunto entre Cuba e URRS, fato que rendeu ao general de brigada Arnaldo Tamayo Méndez um grande reconhecimento.

HISTÓRIA – O Cosmonauta foi lançado da base de Baikonur juntamente com o soviético Yuri Romanenko em direção à base orbital Salyut 6, na missão Soyuz 38, para uma estadia de sete dias, quando realizaram experiências em órbita no sentido de descobrir o que causava a chamada “doença do espaço”. Após 124 órbitas terrestres, os dois tripulantes da Soyuz 38 regressaram à Terra num pouso arriscado, realizado em meio à escuridão da madrugada das estepes russas.

Tamayo Méndez foi condecorado como Herói da antiga URRS e recebeu a medalha de Herói Nacional de Cuba, criada para ele pelo governo de Fidel Castro. Tornou-se diretor da Sociedade Educacional e Patriótica Militar – uma versão cubana dos escoteiros – e como brigadeiro-general, tornou-se diretor de Relações Internacionais das Forças Armadas cubanas.

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