O Petrolão é só a Cereja

brasil eu te amoA CRISE TÁ NA CARA DE TODO MUNDO. NÃO ADIANTA TER MEDO, ELA TAMBÉM TE PEGOU. ENQUANTO ISSO A NINGUENZADA, LEIGA EM ECONOMIA, AINDA FAZ PLANOS PARA O FUTURO.

bolsa

       Eu sou contra a malandragem; o jeitinho bananense. E se para acabar com a palhaçada milhões tenham que se danar, então se danem na rodinha com areia. Que tomem bem no centro, só com a passagem de ida pra demorarem a voltar, pois voltarão a pé. Vou repetir quantas vezes for autorizado que esse país está indo para a vala pois os fundamentos econômicos já eram. O sonho acabou e ainda tem gente sonhando. Voltaremos a uma divisão de classes simplificada, entre quem pode e quem não pode, e espero estar na classe dos quem podem. Quero o meu bote do Titanic. Essa pátria viverá como se fosse um campo de concentração, só que as celas não serão separadas por grades mas sim pela falta de dinheiro. Isso é visível: um prédio com gente da alta líquida com grana no bolso contrastando com outro prédio do lado com apês de 50m2 só com ninguenzada cheia de carnezinhos, tudo financiado. E não adianta me chamarem de elitista ou branco dos olhos azuis. Qualquer trouxa já percebeu isso. E quem ainda tiver um resto de cérebro que funcione vai querer dar o fora desse país ou, se não, pertencer ao resto de classe média-rica que sobrou.

          Os austríacos odeiam a matematização da economia. E estão certos. Planejar a economia com índices, médias e estatísticas é ignorância. E é por isso que eles gostam de focar nas relações causa x efeito das inúmeras intervenções do setor público na economia. O que não significa que deve-se jogar fora estes indicadores. São parâmetros, mas com base neles não é possível fazer grandes trabalhos, principalmente se o grupo no governo for como este, que não entende o funcionamento da ciência econômica. Em toda a Banânia há vários lojistas passando seus pontos, mas se pediram um valor X é porque viram que alguém podia pagar. O que não falta em Bananalandia é gente que não tem noção do valor das coisas. Mas agora o dinheiro das pessoas está acabando. Taí um bom exemplo de cauxa x efeito que poderia ter sido antecipado. Já naquela época em que Tupã proibiu que o maracujá de uma árvore sagrada fosse consumido, mas mesmo assim o metamorfoseado de cobra com urutu do FHC ofereceu-o a uma virgem tupinambá e daí iniciou-se a novela nacional à partir do Pecado Original Tupiniquim.

          E assim, até hoje, a elite branca de olhos azuis não paga por nada neste Brazil-zil-zil. Fora a palhaçada! Com todo o respeito aos nobres artistas circenses, não só a fantasia já acabou, como acabará na mais devastadora das crises da história do país. Só lamento, mas a culpa será só dos crédulos nas utopias falidas providentes de um, em suma, colossal conto do vigário. Há anos senti o cheiro da merda no ar. Eu sempre olhava para a perspectiva errada, mas mudei esta posição: não tenho dívidas nem financiamentos e durmo tranquilo. Mas fico pensando na pobre e ignorante população. Tem gente que vai passar necessidade. Pqp! Não adianta ter medo, a crise vem como num estouro de manada. Mesmo assim, começo a ficar com medo. Mesmo tendo alguns peixes, enlatados, gerador e uns pés de frutas e madiocas, estou digitando ajoelhado no chão, chorando, com a bíblia no colo e pedindo desculpas a todos os deuses da Terra.

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Sobre dibarbosa

O autor estudou Letras, Língua Portuguesa, Latim, Grego, Espanhol, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Gestão da Informação na Universidade Federal do Paraná e Geografia no Setor de Ciências da Terra do Centro Politécnico da UFPR. Conhece os Estados de Alagoas, Sergipe, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Bahia, passagens geográficas que influenciaram decisivamente em sua formação cultural levando-se em conta a grande diversidade étnica brasileira, o que também teve um papel fundamental na consolidação de sua sensibilidade literária. É autor de três livros intitulados "A Urbs Magna", "Teu Olho Direito É Meu" e "Kiosk 25", todos sob o codinome Dino Barsa, além de dezenas de poemas e outros pequenos projetos ainda em construção. Tem a música como hobby e, sendo instrumentista desde o início da adolescência, raramente passa o tempo sem seus instrumentos preferidos: a gaita de boca e o violão. Ainda, é adepto da alimentação com base nos superalimentos em associação com atividades físicas. Tem como costume a prática da empatia como forma de enxergar melhor o vasto mundo em que vivemos. Todos são bem-vindos.

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