Os candidatos a Presidente do Brasil – Propostas de Governo – Intenções de Voto

Eleições 2014

Em menos de duas semanas como candidata oficial à Presidência da República, MARINA SILVA (Proposta de Governo) (PSB) deixou para trás AÉCIO NEVES (Proposta de Governo) (PSDB) e alcançou a a presidente DILMA (Proposta de Governo) (PT). Agora aparece como favorita também para bater a petista no 2º turno. Desde a primeira quinzena de agosto, a candidata do PSB passou de 21% para 34% das intenções de voto, mesmo índice obtido atualmente por Dilma (34%), que teve oscilação negativa, dentro da margem de erro, no mesmo período (tinha 36%). Quem mais perdeu terreno na corrida presidencial, no entanto, foi Aécio, que na pesquisa anterior empatava com Marina (tinha 20%) e agora aparece com 15%, seu menor índice desde o início da campanha, quando Eduardo Campos ainda era o candidato do PSB. A disputa pelo Palácio do Planalto traz ainda PASTOR EVERALDO (Proposta de Governo) (PSC) com 2%, e ZÉ MARIA (Proposta de Governo) (PSTU), EDUARDO JORGE (Proposta de Governo) (PV), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB), Luciana Genro (PSol), Rui Costa Pimenta (PCO) e Eymael (PSDC), que não atingiram 1%. Uma parcela de 7% dos eleitores votariam em branco ou anulariam o voto (ante 8% na segunda semana de agosto), e 7% não opinaram (na última pesquisa, 9%). Dilma permanece à frente de Marina nas faixas de idade mais avançadas (36% a 29% entre aqueles que têm de 45 a 59 anos, e 38% a 25% entre os que têm 60 anos ou mais), entre os menos escolarizados (44%¨a 25%), na parcela dos mais pobres (41% a 30%), nas regiões Nordeste (47% a 31%) e Norte (46% a 30%), nos menores municípios (44% a 29%) e entre os católicos (38% a 30%). A candidata do PSB supera a petista entre os mais jovens (42% a 31%), entre aqueles com ensino superior (43% a 22%, em segmento no qual Aécio tem 23%), na parcela dos que possuem renda familiar de 5 a 10 salários (44%, ante 21% de Dilma e 21% do candidato do PSDB), nas regiões Sudeste (35% a 26%) e Centro-Oeste (39% a 29%), nas cidades médias, que tem de 200 a 500 mil habitantes (38% a 26%), nas maiores cidades, com mais de meio milhão de moradores (37% a 27%), e entre os evangélicos pentecostais (41% a 30%) e não pentecostais (44% a 29%). A disputa entre elas se mostra equilibrada entre aqueles que têm de 25 a 34 anos (37% para Marina, 32% para Dilma), de 35 a 44 anos (34% para Dilma, 35% para Marina), na fatia dos que estudaram até o ensino médio (37% para Marina, 31% para Dilma), entre os que possuem renda familiar de 2 a 5 salários (36% para Marina, 31% para Dilma), dentre os eleitores da região Sul (32% para cada uma), nas cidades que tem de 50 a 200 mil habitantes (34% para a petista e 33% de Marina). Entre os que declaram ter o PSDB como partido de preferência, 61% declaram votar em Aécio, e 25%, em Marina. A pessebista é a preferida entre os que reprovam o governo Dilma Rousseff (48%, ante 27% de Aécio), e lidera também entre os que avaliam o desempenho da presidente como regular (40%, ante 23% de Dilma e 18% do tucano). Marina Silva cresceu em todos os segmentos do eleitorado, e tomou votos de Aécio Neves principalmente entre os mais escolarizados (subiu 13 pontos, enquanto o tucano caiu 8 pontos), entre aqueles com renda de 5 a 10 salários (alta de 15 pontos, com queda de 8 pontos de Aécio e de 5 pontos de Dilma). Entre as mulheres, a ex-senadora teve alta de 11 pontos (de 22% para 35%), devido principalmente à queda no percentual de indecisos (de 12% para 8%) e de eleitores que pretendiam votar em branco ou nulo (de 10% para 6%). Na pesquisa espontânea, sem a apresentação de nenhum nome aos eleitores, as menções à Marina Silva mais do que triplicaram desde meados de agosto, passando de 5% para 22%. No mesmo período, a preferência espontânea por Dilma cresceu de 24% para 27%. As indicações espontâneas ao nome de Aécio oscilaram de 11% para 10%, e ficou em 6% a taxa dos que dizem espontaneamente que votarão em branco ou nulo. Com o início do horário eleitoral gratuito nos meios eletrônicos, que teve início em 19 de agosto, recuou de 49% para 32% a fatia dos que não souberam apontar nenhum nome espontaneamente. Nas simulações de segundo turno, Marina abriu vantagem sobre Dilma: na última pesquisa, a pessebista tinha 47%, e a candidata do PT, 43%, em um empate técnico no limite da margem de erro. Atualmente, Marina tem 50%, ante 40% da petista. Há ainda 7% que votariam em branco ou nulo, e 3% que não souberam ou não quiseram opinar. Entre os homens, nesta simulação de segundo turno, Marina cresceu de 46% para 51%, enquanto Dilma caiu de 45% para 40%. Na parcela dos mais velhos, no qual Dilma tinha vantagem, Marina avançou de 36% para 43%, enquanto Dilma caiu de 49% para 43%. Na região Norte, Marina teve alta de 9 pontos na simulação de segundo turno contra Dilma (de 34% para 43%), e a petista recuou 11 pontos (de 59% para 48%). Entre os mais ricos, foi a presidente quem ganhou terreno, mas ainda fica atrás da adversária: passou de 21% para 35%,enquanto Marina teve recuo de 64% para 59%. A rejeição ao nome de Dilma Rousseff se mantém alta entre o eleitorado brasileiro: 35% não votariam de jeito nenhuma na candidata do PT, índice similar ao registrado em meados de agosto (34%). Em seguida aparecem Pastor Everaldo, que viu a rejeição a seu nome subir de 17% para 23% no mesmo período, e Aécio Neves, cuja rejeição passou de 18% para 22%. Com taxas menores de rejeição aparecem Zé Maria (18% não votariam de jeito nenhum), Eymael (17%), Levy Fidelix (17%), Rui Costa Pimenta (16%), Luciana Genro (15%), Marina Silva (15%, ante 11% na pesquisa anterior), Eduardo Jorge (14%), e Mauro Iasi (14%). A fatia dos que não rejeitam nenhum deles fica em 9%, enquanto 3% rejeitam todos e 7% não opinaram. 
53% têm interesse no horário eleitoral. O horário eleitoral gratuito na TV, que teve início em 19 de agosto, desperta interesse em 53% dos eleitores brasileiros. Nessa parcela estão tanto aqueles que têm muito interesse (20%) quanto os que têm um pouco de interesse (33%). Na parcela dos que declaram votar em branco ou nulo, 84% não tem nenhum interesse no horário eleitoral. Na parcela dos indecisos, 60% estão desinteressados. Uma comparação com o mesmo período da eleição presidencial de 2006 mostra queda na fatia dos muito interessados pelo horário eleitoral na TV (eram 24%, ante os 20% atuais), e crescimento da parcela sem nenhum interesse (de 43% para 46%). Em 2010 não houve pesquisa sobre o tema nesta fase da campanha. A importância do horário eleitoral na decisão de voto divide o eleitorado: 34% o avaliam como muito importante na decisão do voto para presidente, enquanto 36% o consideram nada importante. Há ainda 29% que avaliam a propaganda política na TV um pouco importante na decisão do voto presidencial, e 1% dos eleitores não opinaram sobre o assunto. Na região Nordeste, fia acima da média (em 40%) a parcela dos que atribuem muita importância ao horário eleitoral, índice próximo ao registrado na região Norte (42%). No Centro-Oeste, por outro lado, fica acima da média (em 41%) a taxa dos que consideram a propaganda eleitoral nada importante para decidir o voto, assim como entre aqueles que reprovam o governo Dilma (45%). O programa eleitoral de Dilma Rousseff na TV foi visto por 41% dos eleitores, o de Marina Silva, por 37%, e o de Aécio Neves, por 33%. Entre os que votam em Dilma, 50% viram sua propaganda na TV, e 46% não assistiram ao horário eleitoral. Entre os que optam por Marina, 46% viram seu programa, e 47% não assistiram a nenhum programa. Na parcela dos que votam em Aécio, 48% viram seu programa, e 48% não assistiram ao horário eleitoral na TV. Para 33% dos eleitores que assistiram ao horário eleitoral, Dilma é quem está se saindo melhor, fatia similar ao dos que avaliam que Marina (31%) é quem tem melhor desempenho. Para 20%, Aécio é quem está se saindo melhor, 3% avaliam que nenhum deles se sai melhor, e 11% não opinaram. Oito em cada dez brasileiros (79%) querem que a maior parte das ações do próximo presidente sejam diferentes das ações da presidente atual, enquanto 18% preferem que sejam na maior parte iguais (3% não opinaram). O desejo de mudança manifestado pelos eleitores também vale para outras instâncias do poder executivo e legislativo. Em relação aos Congresso Nacional, por exemplo, 83% querem que as ações dos próximos deputados sejam diferentes das tomadas pelos atuais deputados e senadores. No âmbito estadual, 78% querem que as ações do próximo governador do seu Estado sejam diferentes das tomadas pelo atual, e 82% querem que os deputados que assumirem a Assembleia Legislativa tomem medidas diferentes dos atuais componentes da casa. 
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Sobre dibarbosa

O autor estudou Letras, Língua Portuguesa, Latim, Grego, Espanhol, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Gestão da Informação na Universidade Federal do Paraná e Geografia no Setor de Ciências da Terra do Centro Politécnico da UFPR. Conhece os Estados de Alagoas, Sergipe, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Bahia, passagens geográficas que influenciaram decisivamente em sua formação cultural levando-se em conta a grande diversidade étnica brasileira, o que também teve um papel fundamental na consolidação de sua sensibilidade literária. É autor de três livros intitulados "A Urbs Magna", "Teu Olho Direito É Meu" e "Kiosk 25", todos sob o codinome Dino Barsa, além de dezenas de poemas e outros pequenos projetos ainda em construção. Tem a música como hobby e, sendo instrumentista desde o início da adolescência, raramente passa o tempo sem seus instrumentos preferidos: a gaita de boca e o violão. Ainda, é adepto da alimentação com base nos superalimentos em associação com atividades físicas. Tem como costume a prática da empatia como forma de enxergar melhor o vasto mundo em que vivemos. Todos são bem-vindos.

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