Falta de sexo no Japão pode gerar grave crise econômica global

25 de outubro de 2013 0 Por Redação Urbs Magna
Falta de sexo no Japão pode gerar grave crise econômica global

Japão atravessa declínio da população devido à sua cultura, o que representa um perigo para a economia mundial.

Os japoneses fazem cada vez menos sexo. O fenômeno é tão conhecido que existe um termo para isso: síndrome do ‘Sekkusu shinai shokogun’ (celibato). Mais da metade dos japoneses não são casados. Os 49% de mulheres solteiras e 61% dos homens solteiros entre 18 e 34 não tem nenhuma relação. Mais de 30% dos japoneses (homens e mulheres) entre 18 e 34 anos nunca fizeram sexo. E 45% das mulheres e 25% dos homens entre 16 e 24 anos não estão interessados em sexo. O problema tem a ver com o nascimento. O declínio da população é um fator importante para qualquer país, especialmente se o país é a terceira maior economia do mundo.

A população no Japão não só diminui (em 2012 registrou o  menor número de nascimentos  na história do país), mas ao mesmo tempo está envelhecendo rapidamente (este ano o número de pessoas idosas atingiu um recorde). Além de ser uma das maiores economias, o Japão é um dos maiores devedores. Sua dívida pública é equivalente a 200% do PIB: a correlação é maior do que na Grécia. Para o país sobreviver é necessário que a sua economia continue a crescer e que a correlação entre a dívida e o PIB não aumente. No entanto, se a tendência continuar, o país não será suficiente jovem para isso.

O Japão pode enfrentar uma crise mais forte do que a crise do euro e isso vai influenciar não só os inúmeros importadores de produtos japoneses, mas também as nações que fornecem matérias-primas e alimentos. Os EUA são um grande exportador e importador do Japão, e sua economia é particularmente suscetível. O maior parceiro comercial do Japão é a China, e é aí que as coisas podem dar muito errado. A China já está passando por uma crise econômica, mas o declínio gradual pode levar a uma queda grave. Tudo isso acarretará em outra crise econômica no Brasil, e na sequência sofrerão os outros países, como Coréia do Sul, Chile, Indonésia, Malásia e África do Sul. A Rússia será também afetada em algum nível não esclarecido.

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