Cientistas americanos aprovam pílula com microchip para monitoramento biométrico de pacientes sob administração medicamentosa

19 de agosto de 2013 1 Por Redação Urbs Magna

O microchip farmacêutico é do tamanho de um grão de arroz, podendo ser administrado oralmente por ingestão

A empresa americana Proteus Digital Health recebeu aprovação da U. S. Food & Drug Administration para distribuir uma pílula microchip que conterá um sensor capaz de informar, a um sistema de monitoramento de saúde digital, todas as informações vitais do corpo humano em resposta aos medicamentos administrados que lhe foram prescritos. Tudo isso graças a um sensor biométrico que pode enviar todas as informações para um aplicativo de smartphone. Quando a pílula é ingerida, os registros também informam sobre os padrões de sono e os níveis de atividade física do paciente. Os dois laboratórios têm cooperado entre si com o fim de regulamentar esta nova tecnologia, que agora passa a estar em conformidade com as disposições de uma nova lei relacionada à saúde.

Mesmo com estas observâncias iniciais oriundas desta manchete que abriu o mês de agosto, há muitas pessoas preocupadas com a possibilidade de uma utilização disfarçada. Por exemplo, os microchips poderiam revelar segredos da intimidade de seus utilizadores para agências de espionagem como a NSA (de Snowden), CIA ou FBI.  Ao passo que engolir uma pílula microchip, que é aproximadamente do tamanho de um grão de arroz, inevitavelmente acarreta em uma discussão sobre a possibilidade de riscos físicos, já que o corpo normalmente tenta expurgar tudo o que não pertence a ele.

As questões éticas são as mais importantes e dizem respeito ao direito à privacidade. E no caso de não ser algum tipo de lobo em pele de cordeiro, mesmo assim abrir-se-ão possibilidades de que outros microchips possam surgir para controlar as massas. O escritor inglês  Aldous Huxley certa vez nos advertiu em seu livro Admirável Mundo Novo, escrito em 1932, a respeito da possibilidade de uma ditadura científica. Parece que ele estava absolutamente coberto de razão e dotado de uma extraordinária visão futurista:

“… a menos que nos decidamos a descentralizar e a utilizar a ciência aplicada … como meio de produzir uma raça de indivíduos livres, apenas podemos escolher entre duas soluções: ou um certo número de totalitarismos nacionais, militarizados, tendo como base o terror da bomba atômica … ou um único totalitarismo internacional, suscitado pelo caos social resultante do rápido progresso técnico em geral e da revolução atômica em particular, desenvolvendo-se, sob a pressão da eficiência e da estabilidade, no sentido da tirania-providência da Utopia.”

Fonte: wakingtimes

B ô n u s    d e s t e   P o st :

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